Luanda - O Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça, com uma capacidade projectada de 2.170 megawatts (MW), constitui um projecto transformador e eleva Angola como uma das grandes referências na geração de energia limpa a nível do continente africano.
Luanda - O Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça, com uma capacidade projectada de 2.170 megawatts (MW), constitui um projecto transformador e eleva Angola como uma das grandes referências na geração de energia limpa a nível do continente africano.
A afirmação é do ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, em entrevista à a Televisão Pública de Angola (TPA), esta terça-feira, em Luanda.
Segundo o governante, o empreendimento de grande alcance estratégico figurará entre os maiores do género em África, comparável a grandes obras hidroeléctricas como a Central da Renascença, na Etiópia.
"Trata-se de um investimento transformador. Caculo Cabaça vai ser a mola percursora do desenvolvimento para o país, quer a nível da região", apontou.
Sublinhou que se trata de uma fonte de energia estável, barata e de grande capacidade.
Sobre o cronograma e dimensão técnica, João Baptista Borges disse que a conclusão da obra está projectada para 2029, prevendo-se para 2027 a entrada em funcionamento da primeira unidade geradora.
Para ilustrar a magnitude da infra-estrutura, o titular da pasta da Energia e Águas explicou que a central principal de Caculo Cabaça, que contará ainda com uma central ecológica, terá quatro unidades, cada uma com capacidade para gerar 530 MW.
"Apenas uma unidade de Caculo Cabaça, com os seus 530 MW, equivale a toda a capacidade somada dos quatro grupos da central de Capanda, demonstrando o salto qualitativo e quantitativo que o país está a dar", exemplificou.
No que toca a valorização do capital humano nacional, o governante disse que há uma aposta impactante na formação e capacitação de quadros angolanos.
Nesta perspectiva, o ministro realçou que a construção das sucessivas barragens no país permitiu acumular uma experiência técnica no sector hidroeléctrico sem paralelo na região austral do continente.
"É um investimento no homem que se faz e que tem de ser valorizado. A formação tem sido feita sobretudo em Angola, na prática diária de trabalho (on job), durante o próprio período de construção das obras. Temos hoje excelentes quadros e técnicos nacionais", concluiu. OPF/CS




