Benguela – O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, considerou, esta quarta-feira, a visita do Presidente do Botswana, Duma Gideon Boko, ao projecto da Refinaria do Lobito um sinal positivo da sua importância estratégica para a região.
Benguela – O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, considerou, esta quarta-feira, a visita do Presidente do Botswana, Duma Gideon Boko, ao projecto da Refinaria do Lobito um sinal positivo da sua importância estratégica para a região.
A visita do Chefe de Estado tswanês à Refinaria do Lobito, com capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo bruto por dia, acontece numa altura em que Angola afirma-se como hub regional energético.
Por esta razão, Angola procura reforçar as relações económicas com os países da região Austral, nomeadamente Botswana, República Democrática do Congo, Namíbia e Zâmbia, no âmbito das oportunidades criadas pelo desenvolvimento do Corredor do Lobito.
Em declarações aos jornalistas no final da visita do Chefe de Estado do Botswana, Diamantino Azevedo sublinhou que a presença de Duma Gideon Boko no projecto permitiu igualmente evidenciar a dimensão e a relevância regional da refinaria, particularmente para aquele país da África Austral.
Segundo Diamantino Azevedo, o Presidente do Botswana mostrou-se satisfeito com o que viu durante a visita, tendo colocado questões sobre o empreendimento e manifestado interesse pelos avanços registados na execução do projecto.
“Ficou aqui reafirmada a importância estratégica também do ponto de vista regional deste projecto”, afirmou o ministro, acrescentando que, depois da visita, caberá agora às autoridades do Botswana decidir sobre o eventual envolvimento no empreendimento.
Questionado sobre as expectativas relativamente ao pedido de financiamento dirigido a um sindicato de bancos chineses e à banca comercial, Diamantino Pedro Azevedo disse que esta questão deixou de constituir uma das principais preocupações do projecto, tendo em conta o nível de execução já alcançado.
“O projecto tem avançado de acordo com o cronograma”, afirmou o governante, salientando que a Sonangol tem assumido, até ao momento, as despesas relacionadas com a execução do empreendimento.
O ministro revelou igualmente que existem várias propostas de financiamento e manifestações de interesse de empresas que pretendem participar no projeto, mas adiantou que o Governo não pretende tomar decisões precipitadas nesta matéria.
“Não queremos tomar nenhuma decisão à pressa, porque já cumprimos etapas mais complexas do projecto”, explicou, acrescentando que o processo continuará a ser conduzido com cautela, tendo como objectivo cumprir as metas estabelecidas para a conclusão da refinaria.
Execução da obra
Relativamente ao nível de execução da obra, Diamantino Azevedo confirmou que a evolução do projecto é positiva e está de acordo com as metas definidas pelo Governo.
“Estamos no bom caminho e, como eu disse, estamos a cumprir com as metas estabelecidas. Esse é o mais importante neste momento”, afirmou o ministro.
Sobre a possibilidade de o Botswana aceitar o convite lançado pelo Governo angolano para estabelecer uma parceria no projecto da Refinaria do Lobito, o governante remeteu qualquer decisão para as autoridades daquele país.
Diamantino Azevedo lembrou que o Presidente Duma Gideon Boko teve a oportunidade de visitar as instalações, conhecer o projecto e colocar questões, cabendo agora ao Botswana avaliar o eventual interesse em participar no empreendimento.
“Agora é tudo decisão do Botswana sobre o que pretendem fazer no futuro relativamente a este projecto”, disse o ministro.
Questionado sobre a possibilidade de o Presidente do Botswana ter indicado um prazo para responder ao convite do Governo angolano sobre uma eventual participação no projecto, Diamantino Pedro Azevedo afirmou que não poderia avançar qualquer horizonte temporal.
“Eu não posso substituir o senhor Presidente da República do Botswana”, declarou, defendendo que a decisão cabe exclusivamente ao chefe de Estado do Botswana e às autoridades daquele país.
Sobre a Refinaria
A Refinaria do Lobito constitui um dos principais projectos do sector petrolífero angolano, estando integrada na estratégia do país para aumentar a capacidade de refinação interna, reduzir a dependência da importação de produtos refinados e reforçar a sua posição no mercado energético regional.
O projecto da Refinaria do Lobito, iniciado em 2012, representa um investimento actualizado de 6.2 mil milhões de dólares, dos quais já foram executados 1.6 mil milhões.
Em 2029, prevê-se o arranque da primeira fase de produção na refinaria, com foco apenas em produtos como gasóleo, jet, fuel oil, nafta, com excepção da gasolina.
Quando a Refinaria do Lobito estiver a funcionar em pleno, espera-se o processamento de 200 mil barris de petróleo bruto por dia, com o objectivo de reduzir a dependência de Angola em relação aos produtos refinados importado. JH/CRB




