Longonjo - O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, encorajou, esta quinta-feira, no Huambo, as empresas angolanas do sector a apostarem na refinação dos produtos minerais estratégicos da economia global no País.
Longonjo - O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, encorajou, esta quinta-feira, no Huambo, as empresas angolanas do sector a apostarem na refinação dos produtos minerais estratégicos da economia global no País.
Em declarações à imprensa, no final da visita ao projecto de Refinaria de Elementos Terras Raras do Longonjo, na companhia do governador da província do Huambo, Pereira Alfredo, disse que a iniciativa visa dar um valor acrescentado aos produtos minerais estratégicos, para robustez da indústria extractiva em Angola.
Afirmou que a transformação das terras raras em produtos intermediários ou finais ainda é complexa, embora seja um nicho no mercado.
Disse ter sido agrado, que recebeu a informação de que a empresa Ozango Minerais já iniciou com os estudos que, para além da produção vai, futuramente, fazer a separação e refinação dos minerais a serem produzidos nesta localidade.
O governante disse que em 2028, no Projecto de Terras Raras do Longonjo serão extraídos quatro elementos de “terras raras”, de dois inicialmente previstos, e o Ministério vai trabalhar com a empresa para sair do concentrado, etapa difícil, para a separação e a refinação dos produtos minerais desta concessão.
Considerou ser um processo de alta complexidade, mas de forma paulatina se vai chegar aos objectivos, com a intervenção do Fundo Soberano, que herdou as acções da Ferrangol, num projecto com reservas aprovadas de exploração de mais de 20 anos nesta mina.
Por seu turno, o presidente do Conselho da Administração da Ozango Minerais, Alcídio José, disse que a primeira fase do projecto terá um volume extractivo de cerca de 42 milhões toneladas de minério bruto e o processado deverá atingir perto de 20 mil toneladas/ano do concertado misto de terras raras.
Inicialmente, explicou, com o mapeamento da geologia dos recursos da zona de concessão foram identificados na primeira fase neodímio, praseodímio e depois de um trabalho foi, igualmente, identificado o prasiodinio e o disprosio, elementos com maior interesse económico de terras raras e com alguma concentração na zona de concessão.
O responsável disse que o projecto mineiro prevê contratar, na fase de construção, 600 funcionários directos e outros 400 para a exploração, sem contar com os serviços e provedores.
Lembrou que a mina tem um tempo estimado de exploração de 20 anos iniciais, de acordo com os estudos feitos.
Quanto ao processo de indemnização das famílias à volta da mina, com uma área de exploração de 33 quilómetros quadrados, informou existir um programa de reassentamento, que está a ser implementado, de forma faseada, e que perto de 100 famílias já foram indemnizadas.
As "Terras Raras" são substâncias encontradas em concentrações relativamente baixas, que precisam ser escavadas e processadas com reagentes químicos, cujo consumo, em todo mundo, chega a 150 mil toneladas/ano.
Os tipos de metais “Terras Raras” chegam a 17, mas apenas seis tipos são mais conhecidos: neodímio, lantânio, praseodímio, gadolínio, samário e cério. JSV/ALH




