Menongue – Sessenta técnicos agrícolas das províncias do Cuando e Cubango participam, durante cinco dias, em Menongue, numa formação enquadrada no Projecto de Transformação da Agropecuária Familiar de Angola (MOSAP3).
Menongue – Sessenta técnicos agrícolas das províncias do Cuando e Cubango participam, durante cinco dias, em Menongue, numa formação enquadrada no Projecto de Transformação da Agropecuária Familiar de Angola (MOSAP3).
A acção formativa, que teve início segunda-feira, insere-se no reforço da capacidade institucional do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e visa dotar os técnicos de conhecimentos e ferramentas capazes de melhorar a abordagem do trabalho de campo e a assistência prestada às comunidades rurais.
Na abertura da formação, o coordenador do MOSAP3 para as províncias do Cuando e Cubango, Gilberto Manuel, pediu aos participantes para assumirem maior responsabilidade, entrega, zelo e afinco no exercício das suas funções, enquanto extensionistas na transformação da agricultura familiar.
Gilberto Manuel sublinhou que a missão dos técnicos é de Estado, por estarem directamente ligada à necessidade de levar “boas novas” às comunidades e contribuir para a mudança de mentalidade dos produtores e para a melhoria dos níveis de produção agropecuária nos próximos tempos.
O responsável informou que o MOSAP3 conta actualmente com 211 Escolas de Campo de Agricultores nas duas províncias, estruturas consideradas fundamentais para a transmissão de conhecimentos, experimentação de técnicas e promoção de boas práticas entre os produtores.
Segundo Gilberto Manuel, explicou que a melhoria da fertilidade dos solos constitui uma das condições necessárias para aumentar, de forma qualitativa e quantitativa, os níveis de produção agrícola nacional e defendeu, por isso, maior preparação técnica dos extensionistas para responder aos desafios do sector.
O MOSAP3, iniciado em 2023 e que termina em 2029, pretende, entre outros objectivos, criar condições para que as Escolas de Campo de Agricultores continuem a multiplicar-se e a desempenhar um papel activo na transformação da agro-pecuária familiar.
Durante a formação, os participantes vão abordar as ferramentas do Diagnóstico Rural Participativo (DRP), a metodologia das Escolas de Campo de Agricultores, o seu conceito, história, elementos-chave, impacto e fases de implementação.
Constam igualmente do programa temas relacionados com o desenvolvimento de uma sessão típica, análise do sistema agro-ecológico, análise do ecossistema pastoril, esquematização e sua importância na "WECA" e no Dia do Produtor.
Os formandos vão ainda aprofundar conhecimentos sobre o papel dos mestres das Escolas de Campo e pontos focais, as responsabilidades dos facilitadores, Plano e Mecanismo de Gestão de Mão-de-Obra (PGMO), Mecanismo de Gestão e Resolução de Reclamações (MSRR), Violência Baseada no Género (VBG), bem como fundamentos de Monitoria e Avaliação.
A formação inclui também conteúdos sobre o papel do extensionismo no sistema de Monitoria e Avaliação e a cadeia de resultados e sua aplicação nas Escolas de Campo de Agricultores, com o propósito de melhorar a qualidade da assistência técnica prestada às famílias camponesas. MSM/LC/PLB




