Ramiros – A falta de incentivos condiciona o fomento da agricultura familiar e o empoderamento das mulheres nas comunidades rurais, segundo as empresárias do ramo ouvidas este sábado, em Luanda, pela ANGOP.
Ramiros – A falta de incentivos condiciona o fomento da agricultura familiar e o empoderamento das mulheres nas comunidades rurais, segundo as empresárias do ramo ouvidas este sábado, em Luanda, pela ANGOP.
O facto foi revelado durante a Feira da Mulher Produtora, Agricultura Familiar e Pesca Artesanal, realizada no município do Benfica, onde as participantes apresentaram os seus cultivos e clamaram por apoios para alavancar as suas potencialidades.
Em declarações à ANGOP, a expositora do município de Calandula, província de Malanje, Lúcia Samuel, reconheceu a importância da realização do evento por criar oportunidades de intercâmbio e mostrar potencial agrícola que cada região do país.
"É preciso que se aposte mais na agricultura familiar com meios agrícolas e créditos bancários, porque ela tem um papel preponderante no empoderamento das comunidades rurais”, defendeu.
Por sua vez, Domingas Gabriel, feirante do município de Ganda, província Benguela, defendeu a necessidade da realização de mais eventos do género com o objectivo de se promover a produção agrícola interna.
"Com mais apoios por parte da banca, haverá mais produção agrícola e com ela a melhoria das condições de vida no meio rural”, frisou.
Para a representante da Fundação Kissama, Romana Gourgel, o evento representa mais do que uma zona de comércio, traduzindo-se num ponto de partilha de conhecimento, capacitação e criação de redes que garantem a sustentabilidade destes negócios no futuro.
Para Luís Cahisso, membro da Organização Não-governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo Para Povo (ADPP), a actividade deve ser replicada em outros pontos do país, para se captarem os apoios necessários.
O evento foi organizado pela Fundação Kissama e parceiros nos dias 10, 11 e 12 do corrente mês e contou com cerca de 100 expositoras das províncias de Malanje, Benguela, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Zaire, Huambo e Namibe.
Nela estiveram patente mais 40 toneladas de produtos do campo, com destaque para tubérculos, frutos diversos, pepino, tomate, berinjela, pimenta e peixes.
Sob o lema "Nossa Terra, Nossas Mãos, Nosso Futuro", o certame serviu de ponte entre quem produz e potenciais compradores, investidores ou parceiros de negócios.
A iniciativa visou dar visibilidade a mais de uma centena de mulheres que encontram nestas frentes de trabalho o sustento das suas famílias e a base do desenvolvimento económico comunitário.JJD/FCC/DP




