Ondjiva - O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou, esta sexta-feira, que as barragens do Ndúe e Calucuve estão preparadas para garantir disponibilidade de água e atender as necessidades das populações que vivem em zonas dispersas.
Ondjiva - O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou, esta sexta-feira, que as barragens do Ndúe e Calucuve estão preparadas para garantir disponibilidade de água e atender as necessidades das populações que vivem em zonas dispersas.
Em declarações à imprensa, a propósito da inauguração dos dois projectos hídricos, João Baptista Borges disse que foi acumulada água suficiente das chuvas, para distribuir aos canais e chimpacas construídas num percurso de 181 quilómetros.
Fez saber que a maior preocupação recai para as áreas onde havia maior escassez de água, como as regiões de Embudo e na periferia de Ondjiva, para atender a população, o gado e a agricultura em períodos de estiagem.
Disse que as barragens fazem parte do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), que integra o Canal do Cafu, em funcionamento desde 2022, e que beneficia 235 mil pessoas, 250 mil animais e irriga cinco mil hectares de campos agrícolas.
“Nós vamos, no fundo, dispor de água durante todo o ano para atender as necessidades de abastecer milhares de pessoas, cabeças de gado e hectares de terras para irrigar”, realçou.
Apontou ainda outros projectos do PCESSA, na margem direita do rio Cunene, como a construção da barragem do Hita Hita e os sistemas de distribuição de água nos municípios do Chitado, Curoca e Cahama.
Referiu que o programa "não se limita apenas ao Cunene", pois há acções também na província do Namibe, que abrange a reabilitação de obras hidráulicas erguidas no tempo colonial, a construção das barragens do Bero e Bentiaba e outras quatro.
João Baptista Borges informou que, na Huíla, há acções em curso, numa fase emergêncial, para a recuperação da capacidade do açude da Tundavala e melhorar o abastecimento de água potável à cidade do Lubango, centralidade da Quilemba e a construção da barragem do Nene.
Estrutura das barragens
Em relação às novas barragens do Ndúe e Calucuve, a serem inauguradas, este sábado, pelo Presidente da República, João Lourenço, são dois dos cinco projectos estruturantes de combate à seca na província do Cunene.
O Ndúe, a 97 quilômetros da comuna sede de Mukolongodjo, e que passa pelos municípios de Cuvelai, Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase.
A infra-estrutura contempla uma barragem de 32,80 metros de altura e mil e 500 metros de comprimento, com possibilidade de armazenar um volume de 170 milhões de metros cúbicos de água, com um canal adutor associado de 75 quilómetros e 15 chimpacas, para diversos fins de cariz económico e social, beneficiando a população, a agricultura e o gado.
Por seu lado, Calucuve, que dista 34 quilômetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município com o mesmo nome, vai beneficiar cerca de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e dois mil 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água, e conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
A construção das barragens do Ndúe e Calucuve iniciou a 28 de Outubro de 2021, com o lançamento da primeira pedra, feito pela então ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira. PEM/FI/LHE/QCB




