Os presidentes dos conselhos de administração e quadros dos sectores Marítimo e Portuário angolano propõem a adopção de um Plano Nacional de Digitalização Portuária para materializar a eficiência que se pretende no presente e no futuro.
Esta decisão consta das conclusões apresentadas, sexta-feira, no final da mesa-redonda da Associação dos Portos de Angola (APANG), realizada no município de Porto Amboim, província do Cuanza-Sul.Para os participantes no certame, a formulação de um Plano Nacional de Digitalização Portuária constitui uma prioridade estratégica, devendo este estruturar-se nos pilares “pessoas, processos e tecnologias”. O objectivo central é harmonizar as plataformas existentes, consolidar a governação de dados, reforçar a cibersegurança e modernizar os serviços prestados pelos portos nacionais. A reunião de dois dias da APANG recomendou a adopção de um conjunto de estratégias destinadas a acelerar a modernização do subsector marítimo-portuário. O documento final do certame sublinha que as decisões deliberadas visam impulsionar a sustentabilidade, a digitalização e a cooperação institucional. Os membros da associação enfatizaram ainda a premência da valorização do capital humano, apontando estes eixos como os pilares fundamentais para o desenvolvimento futuro dos portos angolanos. A mesa-redonda, subordinada ao lema “Sustentabilidade e Digitalização Portuária”, reuniu gestores e especialistas nacionais e estrangeiros, além de representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Marítima Nacional e de instituições da cadeia logística. O documento final do certame destaca que os desafios futuros exigem maximizar as oportunidades do actual contexto de mercado, marcado pela competitividade e integração regional. A meta passa por tornar o sistema portuário nacional mais eficiente, atractivo e ambientalmente responsável. Neste sentido, os participantes recomendaram o reforço da integração tecnológica por via da expansão e interoperabilidade dos sistemas Janela Única Portuária (JUP), Janela Única Logística (JUL) e Janela Única Marítima (JUMA). Esta abordagem visa garantir uma articulação fluida entre a Agência Marítima Nacional, as autoridades portuárias, os concessionários, os operadores logísticos, as alfândegas e as demais entidades intervenientes no ecossistema de comércio externo. Os especialistas alertaram ainda para a premência da criação de um Observatório Estatístico Marítimo-Portuário. A nova estrutura será vocacionada para a recolha, harmonização e divulgação de indicadores sectoriais nacionais, ferramentas consideradas fundamentais para apoiar a formulação de políticas públicas e a tomada de decisões estratégicas baseadas em evidências. No domínio ambiental, a prioridade centra-se na adoção de políticas comuns de sustentabilidade, com foco na redução da pegada de carbono e na eficiência energética.




