A parceria entre Brasil e Angola pode reforçar a produção nacional no sector agro-alimentar, afirmou, quinta-feira, em Luanda, o ministro da Indústria e Comércio.
Rui Miguêns interveio na abertura do Fórum Económico, realizado à margem da 17.ª Semana do Brasil em Angola, iniciativa da Associação dos Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (AEBRAN), da Embaixada e da Câmara de Comércio.
De acordo com o ministro da Indústria e Comércio, apesar da prioridade atribuída ao sector Agro-alimentar, a cooperação económica entre Brasil e Angola não ficará limitada a esta área. O Executivo, disse, está disponível para acolher investimentos em outros sectores considerados de interesse comum.
“Espera-se que o fórum permita identificar áreas de colaboração capazes de gerar novos negócios, emprego e rendimentos para a economia nacional e para as famílias angolanas. O Brasil possui um conhecimento acumulado significativo no sector Agropecuário, que pode ser aproveitado por Angola para aumentar a produção nacional e reduzir a dependência das importações”, disse o ministro.
Rui Miguêns destacou o trabalho desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que tem realizado consultas e estudos sobre a realidade da agricultura angolana.
O trabalho conjunto, realizado pelo organismo brasileiro com o Ministério da Agricultura e Florestas e com empresários nacionais, tem consistido naidentificação de oportunidades e opções dedesenvolvimento para o sector.
“Este trabalhopoderá produzir resultados significativos já no curto prazo, sobretudo nos segmentos da Agricultura, Pecuária e Avicultura”, afirmou.
Outro domínio de relevante impacto na cooperação Brasil – Angola é da transferência de conhecimento e tecnologia, associada ao investimento privado. Esta aposta contribuipara elevar a capacidade produtiva dopaís e criauma base mais sólida para o processo de industrialização.
De acordo com o ministro Rui Miguêns, o país pretende aproveitar a relação histórica com o Brasil para transformar a cooperação existente em investimentosconcretos, parcerias empresariais e aumento da produção nacional.




