A crise financeira que o sector Diamantífero mundial enfrenta exige das empresas mineiras angolana uma gestão mais rigorosa dos recursos disponíveis, defendeu, quinta-feira, no Dundo, o presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA.
Ganga Júnior, que falava na abertura da reunião de balanço semestral sobre a produção de diamantes, referiu que, devido à actual conjuntura, os custos operacionais, particularmente os relacionados com a aquisição e manutenção de equipamentos, continuam a aumentar.
“Estamos a caminho do terceiro ano consecutivo com uma crise sem precedentes. Na prática, durante este período, o mercado de diamantes continua a enfrentar dificuldades financeiras, sobretudo porque o preço médio do minério continua baixo, com uma redução de mais de 50 por cento”, lamentou.
Para o principal gestor da ENDIAMA, ainda que as empresas diamantíferas estabeleçam o nível de produção, infelizmente, não são elas quem definem os preços no mercado. “Por isso, devemos trabalhar para racionalizar os recursos disponíveis, partindo pela redução dos custos operacionais”, exortou, dirigindo-se aos gestores dos projectos mineiros do país.
Ganga Júnior considerou importante a realização do encontro com os gestores das empresas mineiras, por permitir a concertação de estratégias e a partilha de experiências entre os diferentes projectos, tendo em vista a busca de mecanismos para garantir a sustentabilidade das operações durante o actual período de dificuldades.
“Precisamos conversar entre nós, entre projectos de kimberlitos e aluviões, transmitindo experiências mutuamente sobre como trabalhamos, para que possamos contribuir para a melhoria dos nossos trabalhos e ultrapassar a má fase que o sector diamantífero vive mundialmente”, defendeu.
Apesar da conjuntura adversa, o presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA sublinhou que Angola continua a afirmar- -se como um dos principais produtores mundiais de diamantes, defendendo a necessidade de aumentar a atractividade dos diamantes nacionais nos mercados internacionais.




