A produção de pescado em Angola atingiu marcas expressivas em 2025, com a pesca industrial e semi-industrial a somar 411 mil toneladas, e a artesanal a registar 253 mil toneladas.
Os dados consolidados foram avançados ontem, em Luanda, pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto.
A governante discursava em representação do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura da Conferência Internacional sobre Pesca e Aquicultura Sustentável.
O evento decorre até hoje na capital do país, sob o lema “Da Sustentabilidade à Transformação: Inovação para Proteger, Produzir e Prosperar”.
Segundo a ministra, o desempenho do sector reflecte a consolidação da Economia Azul no país, impulsionada por um crescimento generalizado das capturas e da produção nacional.
Carmen do Sacramento Neto defendeu que a transformação do segmento exige o cumprimento rigoroso de políticas e regras regulatórias, capacitando os empresários para constituírem a massa mobilizadora do aumento da produção de pescado.
Alinhada com as metas e os indicadores apresentados pelo Presidente João Lourenço na última mensagem sobre o Estado da Nação, a ministra reafirmou o compromisso de avançar para uma sólida industrialização sectorial, articulando investimentos públicos e privados que já começam a traduzir-se em realidade.
O Executivo prevê também um forte estímulo à pesca artesanal. Para o efeito, foram identificados 220 pontos de desembarque, dos quais 115 são dedicados à pesca artesanal formal.
“Estes pontos movimentam uma vasta massa social de trabalhadores do sistema das pescas. Representam, em termos piscatórios, uma franja extraordinária para a qual queremos olhar, garantindo a sua total dignificação”, concluiu a ministra Carmen do Sacramento Neto.




