Os supermercados colocam nas prateleiras e os mercados e praças vendem nas respectivas montras cada vez mais produtos “Feito em Angola”, resultado do trabalho conjunto dos agricultores familiares, empresários e visão estratégica do Governo e parceiros nacionais e estrangeiros.
No painel “Agro-negócio” do Fórum Económico Brasil – Angola, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para as Florestas, João da Cunha, lembrou, por isso, que em Angola se está a consumir cada vez mais produto nacional.
O membro do Governo partilhou o painel com o adido Agrícola do Brasil, José Guilherme, e com o PCA da Westaves, Cristiano Pessanha, sob moderação do director-executivo da AEBRAN, Valdir Junior.
João da Cunha afirmou que a Agricultura cresce numa média anual de 6,0 por cento e atribui o resultado a um trabalho aturado. Ressaltou ainda o facto de culturas como café, sisal e a banana serem referências.
“A balança comercial está a melhorar e é fruto de um trabalho conjunto com europeus, asiáticos, americanos, brasileiros e outros. Angola abriu-se ao mundo. Os empresários brasileiros têm de aproveitar as vantagens que unem e fortalecem a cooperação dos dois países. Há oportunidades para investir e gerar bons negócios”, disse.
Sobre o recorrente tema da segurança jurídica, especificamente da titularidade da propriedade das terras, João da Cunha disse ser um falso problema, porquanto o Governo concede concessões de até 60 anos e renováveis, sem desrespeitar o marco constitucional segundo o qual a “terra é propriedade originária do Estado”.
E se a merenda escolar poder ter produtos importados, reafirmou a escolha do Governo de apenas ter produto nacional por integrar o sistema de alimentação escolar. Logo, pediu aos empresários brasileiros para aproveitarem os mais de 3 milhões de famílias angolanas dedicadas à agricultura para dinamizarem juntos à produção e os negócios agrícolas.
Durante o painel, o adido agrícola do Brasil, José Guilherme, lembrou que a experiência da Aurora, uma central de cooperativas do Brasil, pode ajudar Angola na integração das cadeias produtivas. A ideia, assumiu, é garantir-se que os pequenos produtores tenham mercado para vender a sua produção e recebam benefícios quando os respectivos produtos são exportados. Lançou, na ocasião, o desafio de os empresários e produtores de ficarem atentos ao mercado dos bioinsumos, nicho que aproveita os micro-organismos para gerar fertilizantes a favor da produção.
Já Cristiano Pessanha, presidente do Conselho de Administração da Westaves, mostrou total disponibilidade para apoiar criadores e ao mesmo tempo adquirir produção, insumos e tudo que contribua para o crescimento da cadeia da Pecuária.




