Malanje - Cerca de mil e 100 hectares de terra serão distribuídos este ano a famílias camponesas na província de Malanje, através do Projecto Público-Privado denominado “Agro-Mandioca Angola”, que visa o incentivo, a expansão e o processamento da produção interna da mandioca.
Malanje - Cerca de mil e 100 hectares de terra serão distribuídos este ano a famílias camponesas na província de Malanje, através do Projecto Público-Privado denominado “Agro-Mandioca Angola”, que visa o incentivo, a expansão e o processamento da produção interna da mandioca.
De âmbito nacional, o programa pretende integrar os pequenos produtores nos sistemas, financeiro e empresarial, transformando o actual modelo de subsistência numa actividade agrícola comercial sustentável.
De acordo com o promotor do projecto, Jordão Miguel, está em curso o cadastramento dos beneficiários a nível local.
Disse que o plano prevê a cedência de um hectare por família camponesa, para promover o empoderamento económico das comunidades, um dos pilares estratégicos da iniciativa.
Frisou que o foco incidirá na maximização do rendimento por área, assegurando uma produtividade eficiente e uma distribuição comercial robusta, alinhada com as directrizes nacionais de fomento da cadeia de valor dos tubérculos.
Precisou que a província de Malanje é apontada como a principal referência para a implementação e sucesso da iniciativa, por figurar entre as maiores produtoras de mandioca a nível nacional.
Jordão Miguel adiantou que o projecto tem em carteira a construção de 30 fábricas de processamento em 15 províncias do país, correspondendo a duas unidades industriais por província.
Disse que Malanje acolherá uma das maiores unidades e servirá como o ponto piloto da primeira fábrica, que deverá empregar cerca de mil pessoas.
Para viabilizar os pólos e as naves industriais necessárias, estão em curso contactos com o Ministério da Indústria e Comércio e com o Governo Provincial de Malanje.
Por outro frisou que o projecto vai especializar todos os agricultores cadastrados e engenheiros agrónomos no que toca à produção e processamento da mandioca.
"Reconhecemos que o país tem especialistas, mas não na totalidade das áreas necessárias. Por isso, estamos em estreita colaboração com o Instituto de Investigação Agronómica e a Embaixada do Brasil para, muito em breve, trazer formadores brasileiros ao país”, frisou.
Acrescentou que o foco é capacitar as equipas para uma produção de mandioca industrializada e de forte vertente comercial e diminuir as margens de erro no cultivo, recorrendo também ao uso de estacas melhoradas de mandioca.PBC




