Luanda – O Projecto ProÁgua vai elevar a capacidade de produção das estações de tratamento de água da EPAL dos actuais 260 mil para cerca de 400 mil metros cúbicos por dia, através da recuperação da capacidade instalada e da construção de três novas unidades compactas de produção.
Luanda – O Projecto ProÁgua vai elevar a capacidade de produção das estações de tratamento de água da EPAL dos actuais 260 mil para cerca de 400 mil metros cúbicos por dia, através da recuperação da capacidade instalada e da construção de três novas unidades compactas de produção.
A informação foi avançada este sábado, durante a visita de constatação do Presidente da República, João Lourenço, efectuada ao projecto hídrico Quilonga Grande, localizado no município de Bom Jesus (Icolo e Bengo), vocacionado à captação, tratamento e distribuição de água potável às províncias de Luanda e Icolo e Bengo.
Ao apresentar o projecto, o engenheiro da Empresa Pública de Águas (EPAL) José Cauende disse que o mesmo está estruturado em três pilares fundamentais, nomeadamente produção, distribuição de água e gestão de clientes.
Destacou que o primeiro pilar, ligado à produção, contempla a reabilitação das estações de tratamento de água, com o objectivo de recuperar a sua capacidade nominal instalada, bem como a construção de três novas unidades compactas de produção.
De acordo com o engenheiro, o segundo pilar está relacionado com a distribuição de água e prevê a melhoria dos centros de distribuição, incluindo a implementação de sistemas de caudalímetros para o controlo da entrada e saída de água.
Referiu que a medida inclui, igualmente, a implementação de sistemas que permitam supervisionar e controlar os processos nos centros de distribuição e na rede, através da sua centralização.
Já o terceiro, adiantou, é dedicado à gestão de clientes e visa melhorar a relação com os consumidores, aumentar a capacidade de arrecadação da empresa, promover a transferência de tecnologia e reforçar a capacitação dos técnicos.
Recuperação da capacidade instalada
No âmbito do pilar de produção, o projecto prevê a recuperação da capacidade operacional de várias estações de tratamento de água.
Segundo disse, a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Kifangondo possui uma capacidade nominal instalada de 140 mil metros cúbicos por dia, estando actualmente a operar com cerca de 115 mil metros cúbicos.
José Cauende disse que, com o Projecto ProÁgua, pretende-se recuperar a capacidade instalada da Estação de Tratamento de Àgua de Kifangondo.
Salientou que no sistema 3, correspondente à ETA Luanda Sul, estão incluídas as ETAs Kikuxi 1 e 2, com uma capacidade instalada de 57 mil metros cúbicos por dia (cada) e uma capacidade operacional de 51 mil metros cúbicos.
Adiantou que, no sistema do Kilamba, a estação de tratamento possui uma capacidade instalada de 40 mil metros cúbicos por dia e opera actualmente com 33 mil metros cúbicos, estando igualmente prevista a recuperação da sua capacidade.
Por sua vez, a ETA de Calumbo tem uma capacidade instalada de 51 mil metros cúbicos por dia, mas opera actualmente com cerca de 25 mil metros cúbicos.
Novas unidades compactas
Segundo o engenheiro, o Projecto ProÁgua contempla ainda a construção de três novas unidades compactas de produção de água, sendo uma instalada no Kilamba, com capacidade de 22 mil metros cúbicos de água por dia.
Acrescentou que está prevista também uma unidade no Zango, com capacidade de 22 mil metros cúbicos de água por dia.
Frisou que a intervenção enquadra-se no esforço de aumento da capacidade de produção e de melhoria do abastecimento de água.
Execução do projecto
O engenheiro avançou que os trabalhos do projecto tiveram início em 2025 e têm conclusão prevista para 2027, estando estabelecido um prazo de execução de 24 meses.
Na estrutura do projecto, de acordo com o responsável, o Ministério da Energia e Águas surge como entidade de tutela, enquanto a EPAL é apresentada como dona da obra.
Realçou que a fiscalização está a cargo de um consórcio constituído pelas empresas DAR e Progester, enquanto o consórcio de empreiteiros é formado pela Suez e Mitrelli.
Durante a apresentação foi, igualmente, destacado o impacto do projecto na criação de emprego e na participação de mão-de-obra nacional, que, segundo o engenheiro, o projecto conta actualmente com 213 trabalhadores, dos quais 80 por cento são nacionais e 20 por cento expatriados.
Do total da força de trabalho, 95 por cento são homens e cinco por cento mulheres.
Kifangondo com 65 por cento de execução
Entre as intervenções em curso, ressaltou que a Estação de Tratamento de Água de Kifangondo apresenta uma execução física de 65 por cento, a de Calumbo com 61 e a do Kilamba com 38 por cento.
A intervenção nesta estação integra o conjunto de acções destinadas a recuperar a capacidade instalada e contribuir para o aumento da produção de água previsto pelo Projecto ProÁgua, frisou.
O projecto hídrico Quilonga Grande é um dos maiores empreendimentos do país em construção no município de Bom Jesus (Icolo e Bengo), com o objectivo de fornecer água potável a mais de cinco milhões de habitantes das províncias de Luanda e Icolo e Bengo.
Com uma capacidade para produção de 518 mil metros cúbicos de água potável por dia, captada directamente na margem do rio Kwanza, a infra-estrutura inclui 107 quilómetros de condutas adutoras, reservatórios com capacidade superior a 185 mil metros cúbicos e sete centros de distribuição estratégicos (Cacuaco, Zango, Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, Km 30, Capalanga, Bom Jesus e Polo Industrial de Viana).
Entre vários compartimentos, o centro de tratamento de água do Quilonga Grande, construído numa área de 60,815 hectares, inclui reservatório apoiado de água tratada, poço de sucção e estação de bombagem de água tratada.
A conclusão da obra está prevista para Novembro de 2026 e a entrada em funcionamento a partir do início de 2027. QCB/CS




