Lubango- A Quinta Crescente, unidade de produção de vinho instalada no município da Humpata, província da Huíla, prepara a entrada dos seus produtos no mercado nacional, depois de elevar a capacidade produtiva para 22 mil garrafas/ano.
Lubango- A Quinta Crescente, unidade de produção de vinho instalada no município da Humpata, província da Huíla, prepara a entrada dos seus produtos no mercado nacional, depois de elevar a capacidade produtiva para 22 mil garrafas/ano.
Em declarações à ANGOP, esta quinta-feira, no Lubango, no âmbito da participação na Expo-Huíla 2026, a directora comercial da empresa, Carmen Cássio, disse que a actual capacidade produtiva está distribuída, entre sete mil garrafas de vinho reserva e 15 mil da colheita anual.
Realçou que a empresa decidiu adiar a entrada efectiva no mercado em 2024, apesar de ter participado na Expo-Huíla daquele ano, depois de constatar uma procura superior à capacidade de produção disponível.
Referiu que depois da Expo tiveram uma demanda de pedidos muito grande e viram que, à época, não estavam preparados e perante a elevada procura optou por reforçar a produção e constituir stock suficiente, para responder ao mercado, enquanto prosseguia o aumento da capacidade produtiva.
Segundo a responsável, entre as características que distinguem os vinhos da empresa, está a utilização da casta Pinotage, de origem sul-africana, introduzida na Humpata devido às características de altitude e clima da região.
A unidade cultiva, igualmente, outras castas, entre as quais a Cabernet Sauvignon, numa aposta na diversificação da produção vitivinícola na Huíla, já na Expo-Huíla 2026, a Quinta Crescente apresenta a reserva de 2024 e a colheita anual, ambos vinhos tintos com 14 graus de álcool.
A actividade da empresa assegura actualmente mais de 50 postos de trabalho, distribuídos entre a plantação e a unidade de produção.
A Quinta Crescente prepara, igualmente, a abertura de uma área de restauração, integrada numa estratégia de expansão das actividades associadas à produção de vinho.
O projecto contempla o desenvolvimento do ecoturismo e permitir aos visitantes conhecer a vinha, visitar a fábrica e participar em sessões de degustação.
A empresa pretende, numa primeira fase, expandir a comercialização dos vinhos para diferentes províncias do país, através de parcerias com supermercados e outros estabelecimentos comerciais.
Carmen Cássio espera que a participação na Expo-Huíla permita aproximar os consumidores dos produtos da Quinta Crescente e demonstrar o potencial de Angola na produção de vinho.
Precisou que a estratégia visa consolidar a presença da Quinta Crescente no mercado nacional e, simultaneamente, aumentar a capacidade de resposta à procura por vinhos produzidos em Angola.
Defendeu a aposta na qualidade e no aproveitamento dos recursos disponíveis no país e a acreditarem naquilo que é feito em Angola. BP/ALH




