Luena – Teresa de Castro Mariz, produtora conhecida como “Rainha da Mandioca Angolana”, foi seleccionada entre as 100 Mulheres Heroínas de 2026 pela FAO, pelo impacto do seu trabalho no agronegócio e nas comunidades do leste de Angola.
Luena – Teresa de Castro Mariz, produtora conhecida como “Rainha da Mandioca Angolana”, foi seleccionada entre as 100 Mulheres Heroínas de 2026 pela FAO, pelo impacto do seu trabalho no agronegócio e nas comunidades do leste de Angola.
Responsável pela fazenda T. Mariz, na província do Moxico, Teresa Mariz destacou-se num processo global que avaliou mais de 600 candidatas provenientes de 131 países.
A selecção das 100 Mulheres Heroínas da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura**)**nos Sistemas Agroalimentares e Desenvolvimento Rural visa reconhecer mulheres que se destacam pela liderança, dedicação e impacto na transformação dos sistemas alimentares e no desenvolvimento das comunidades rurais.
Segundo uma nota do Ministério da Agricultura e Florestas (MINAGRIF), a que a ANGOP teve acesso, o trabalho desenvolvido por Teresa Mariz na melhoria das condições de vida das famílias do leste de Angola contribuiu para a sua distinção.
A produtora alcança na sua fazenda níveis de produtividade de mandioca estimados entre 30 e 40 toneladas por hectar, resultado que a tornou numa das referências nacionais na produção desta cultura.
A distinção ocorre no âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 e junta Teresa Mariz a um grupo de mulheres de diferentes regiões do mundo cujas actividades contribuem para a segurança alimentar, desenvolvimento rural, protecção dos recursos naturais e criação de oportunidades económicas.
A cerimónia especial de entrega das distinções está prevista para decorrer de 12 a 16 de Outubro de 2026, na sede da FAO, em Roma, Itália, no âmbito do Fórum Mundial da Alimentação (FMA).
Antes de se dedicar integralmente ao agronegócio, Teresa Mariz exerceu funções no sector bancário na província do Moxico.
Posteriormente, decidiu apostar na actividade agrícola, onde passou a investir na produção de mandioca e no desenvolvimento das comunidades rurais.
A sua actividade está igualmente ligada à criação de oportunidades de rendimento no meio rural e à valorização dos recursos naturais, numa região onde a agricultura constitui uma das principais fontes de subsistência das populações.
A distinção internacional projecta, assim, o percurso de uma produtora que transformou a mandioca na principal marca da sua actividade e numa aposta de desenvolvimento do agronegócio no leste de Angola. GK/YD




