As reclamações do sector dos Seguros reduziram oito por cento no primeiro semestre, passando para 350 queixas, em comparação ao período homólogo, das quais 318 foram dirigidas a seguradoras e 32 a entidades gestoras de Fundos de Pensões.
Os dados constam do Relatório sobre a Gestão de Reclamações, referente ao primeiro semestre de 2026, apresentados ontem, em Luanda, pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).
Durante a apresentação do relatório, o director de Supervisão e Inspecção da ARSEG, Flávio Guilherme, afirmou que os indicadores continuam a revelar que uma parte significativa das reclamações está relacionada com a falha do cumprimento do dever de informação aos consumidores.
Segundo o director, a situação está também associada ao baixo nível de literacia por parte dos consumidores, bem como o desconhecimento sobre o funcionamento do mecanismo de apoio aos consumidores no tratamento das relações com as entidades do sector.
Entretanto, continuou, o conhecimentos voltados à existência ou não dos centros de reclamações, do provedor ou do cliente e, não menos importante, outras seguradoras em que as entidades revelam inobservância de pressupostos processuais ou contratuais que garantem o cumprimento ao abrigo da regularização do sinistro ou do pagamento de benefícios.
Os dados estatísticos das reclamações, sublinhou, permitem identificar tendências, perceber comportamentos, reconhecer fragilidades e avaliar a qualidade da relação das entidades com os seus clientes. É nesse sentido que as reclamações assumem um verdadeiro indicador de conduta de mercado.
Para o responsável, os resultados apresentados neste relatório devem ser entendidos como um instrumento de reflexão e de melhoria contínua.
“Não se trata apenas de saber quantas reclamações foram recebidas, mas, sobretudo, compreender por que razão os clientes reclamam, como as entidades respondem, quanto tempo levam para dar tratamento”, disse.




