Bengo – A refinaria de Sal Sarico está a produzir, diariamente, cerca de dois mil e 500 sacos de sal com 25 quilogramas cada, informou esta sexta-feira, na província do Bengo, o responsável da área de produção desta unidade fabril, Manuel Cavungo.
Bengo – A refinaria de Sal Sarico está a produzir, diariamente, cerca de dois mil e 500 sacos de sal com 25 quilogramas cada, informou esta sexta-feira, na província do Bengo, o responsável da área de produção desta unidade fabril, Manuel Cavungo.
A fábrica, que conta com oito linhas de enchimentos, das quais uma encontra-se avariada, está vocacionada à produção e comercialização de sal destinado, sobretudo, ao mercado nacional, com perspectivas de expansão para outros países da região.
Além de sal de cozinha, a indústria produz ainda por encomenda sal para ração animal.
Manuel Cavungo assegurou que o Sal Sarico tem sido bem recebido no mercado nacional, destacando a qualidade do produto e a sua crescente comercialização.
Actualmente, o mercado nacional consome a maior parte da produção e a empresa está a trabalhar na possibilidade de exportar o produto, apontando a República Democrática do Congo (RDC) como um dos primeiros mercados internacionais a serem considerados.
A refinaria é alimentada por uma salina de 361 hectares, dos quais apenas 100 hecateres estão em produção.
Para garantir a qualidade do sal produzido, a unidade dispõe de um laboratório próprio, sendo que algumas amostras são, igualmente, encaminhadas para um laboratório em Luanda, onde são submetidas a análises complementares.
Manuel Cavungo disse que a empresa pretende aumentar a capacidade produtiva através da aquisição de novos equipamentos de empacotamento, medida que deverá contribuir para a criação de mais postos de trabalho.
Actualmente conta com 74 trabalhadores efectivos (quatro estrangeiros) e 228 eventuais que prestam serviços externos.
O responsável informou que a construção da fábrica começou em 2023, tendo iniciado o seu funcionamento em 2025.
Durante a montagem da refinaria, técnicos provenientes da Turquia realizaram a formação dos trabalhadores angolanos, transmitindo conhecimentos sobre o funcionamento e a operação das máquinas instaladas na unidade.
A transmissão de conhecimentos, segundo o responsável, continua a ser feita durante o processo produtivo, através de aulas práticas no local de trabalho.
Manuel Cavungo considerou uma “grande valia” trabalhar numa refinaria de sal, salientando a importância da experiência adquirida pelos jovens angolanos no domínio da produção e transformação do sal.
Anunciou o reforço do quadro de pessoal, tendo em conta a previsão de instalação de novas máquinas de empacotamento de sal.
A aposta na formação prática dos trabalhadores é apontada como um dos mecanismos utilizados pela refinaria para assegurar o domínio das tecnologias de produção e garantir a continuidade da actividade. FS/CJ/QCB




