Londres – A ministra para o Desenvolvimento Internacional e África da Grã-Bretanha, Kirsty McNeil, considerou esta quarta-feira, em Londres, Angola como um destino estratégico para o investimento britânico.
Londres – A ministra para o Desenvolvimento Internacional e África da Grã-Bretanha, Kirsty McNeil, considerou esta quarta-feira, em Londres, Angola como um destino estratégico para o investimento britânico.
Ao discursar no Fórum de Comércio e Investimentos Reino Unido - Angola, a governante sublinhou que o país europeu “olha para Angola como um destino estratégico para o investimento britânico".
Referiu que o novo quadro regulatório económico angolano propicia a atracção de capital privado e a diversificação para além do sector petrolífero, particularmente nas áreas da agricultura, energia, mineração e infra-estruturas.
A ministra de Estado destacou a convergência entre a experiência britânica em finanças, tecnologia e inovação, recursos, ambição e visão de transformação económica do mercado angolano, num carácter recíproco da parceria.
A propósito, a responsável apontou o financiamento de redes de electricidade, estradas, hospitais e protecção contra cheias, além das acções de desminagem desenvolvidas por organizações humanitárias, bem como o potencial do Corredor do Lobito na integração regional, como exemplos da cooperação bilateral.
Por sua vez, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, destacou a melhoria do ambiente de negócios, a revisão da Lei do Investimento Privado, que eliminou o requisito de capital mínimo e garantiu a livre repatriação de dividendos, tendo convidado a comunidade empresarial britânica a investir no país.
Neste sentido, Vera Daves de Sousa sublinhou o papel da Janela Única do Investimento, operada pela Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e apresentou o balanço do Programa de Privatizações (PROPRIV).
Na ocasião, a titular da pata das Finanças avançou que o PROPRIV arrecadou cerca de 1,75 mil milhões de dólares desde 2019, com 42% do montante oriundo de investidores estrangeiros.
Sublinhou que, dos 130 activos previstos, 121 já foram processados, estando iminente a colocação no mercado dos nove restantes, incluindo a participação no Standard Bank Angola.
Relativamente ao mercado de capitais, a governante assinalou a expansão da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), cuja capitalização atingiu 6,9 mil milhões de dólares em Julho deste ano, representando um crescimento homólogo próximo de 200%, com reforço do compromisso de alinhar a instituição aos padrões internacionais.
O Fórum de Comércio e Investimentos Reino Unido - Angola, que decorreu nos dias 8 e 9 deste mês, resultou de uma iniciativa conjunta da DMA Invest, das embaixadas dos dois países e da AIPEX, reunindo governantes e empresários em painéis dedicados a mercados de dívida, financiamento ao desenvolvimento e privatizações. OPF/QCB




