Luanda – O secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, João Cunha, reafirmou esta quinta-feira, em Luanda, que o ambiente de negócios em Angola está cada vez mais favorável aos investimentos privados, nacionais e estrangeiros, particularmente nos sectores agrícola e pecuário.
Luanda – O secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, João Cunha, reafirmou esta quinta-feira, em Luanda, que o ambiente de negócios em Angola está cada vez mais favorável aos investimentos privados, nacionais e estrangeiros, particularmente nos sectores agrícola e pecuário.
Ao intervir no Fórum Económico Brasil-Angola, o responsável sublinhou que a intenção do Executivo é acelerar a diversificação da economia nacional e reduzir a dependência directa do sector petrolífero.
Ao abordar sobre o tema “Parcerias no sector agrícola, segurança alimentar, transferência de tecnologia agropecuária e investimento no agronegócio”, João Cunha destacou o compromisso do Governo na criação de um ambiente macroeconómico estável e no fornecimento de infra-estruturas essenciais, como vias rodoviárias, energia eléctrica e redes de água.
Sobre o potencial produtivo do país, ressaltou que Angola dispõe de mais de 35 milhões de hectares de terra arável, estando apenas em exploração entre 5% e 6% (3 a 4 milhões de hectares), a maioria sob domínio da agricultura familiar.
Disse que a meta do Governo para os próximos anos passa por expandir a área cultivada para mais de seis milhões de hectares.
Para alcançar este objectivo, o Executivo definiu como prioridade o fomento de cereais e grãos, com realce para o milho, soja, feijão, arroz, massango e massambala.
Referiu que, actualmente, a produção nacional de milho ronda os três milhões de toneladas, para uma necessidade estimada em 10 milhões, registando-se um défice de sete milhões de toneladas.
O secretário de Estado apontou ainda a pecuária como sector estratégico, focando o aumento da produção de aves, suínos, caprinos e bovinos para cobrir a procura de proteína animal.
No segmento florestal, ressaltou o relançamento da actividade e o fomento de florestas plantadas para a produção de celulose e madeira, além de incentivos à agro-indústria e prestação de serviços técnicos ao longo de toda a cadeia de valor.
Transferência de tecnologia e vantagens logísticas
No domínio da cooperação internacional, João Cunha salientou a parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), voltada para a transferência de tecnologia adaptada ao solo e clima do cerrado angolano, bem como para a formação de quadros locais.
Por sua vez, o bastonário da Ordem dos Economistas de Angola, Wilson Neves, apresentou as vantagens competitivas do mercado nacional.
A propósito sublinhou que a localização geográfica de Angola posiciona o país como uma plataforma estratégica de acesso ao mercado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e de todo o continente.
O economista realçou igualmente a segurança das rotas marítimas para os mercados asiáticos, aliada aos investimentos públicos na reabilitação de estradas, portos e da rede ferroviária, factores que reforçam a competitividade logística nacional.
O Fórum Económico Brasil-Angola decorreu no âmbito da Semana do Brasil em Angola e abordou temas ligados à macroeconomia, cooperação bilateral, agronegócio e mecanismos financeiros.
O evento contou com as presenças do ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, da embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess, além de empresários e operadores do sector bancário.OPF/CS




