Barra do Dande – A Siderurgia Angola Iron and Steel Corporation (AISCO), localizada no município da Barra do Dande, província do Bengo, baixou a sua produção devido a escassez de matéria-prima, revelou hoje, terça-feira, o director corporativo da empresa, Nripendra Singn.
Barra do Dande – A Siderurgia Angola Iron and Steel Corporation (AISCO), localizada no município da Barra do Dande, província do Bengo, baixou a sua produção devido a escassez de matéria-prima, revelou hoje, terça-feira, o director corporativo da empresa, Nripendra Singn.
Em entrevista à imprensa, no âmbito do projecto Bengo por Dentro, o gestor explicou que a unidade industrial possui capacidade instalada para produzir até 30 mil toneladas de ferro por mês, mas actualmente produz entre quatro e sete mil toneladas mensais, devido a insuficiência de matéria-prima.
A principal matéria-prima utilizada pela empresa é a sucata ferrosa, cuja indisponibilidade tem constituído o maior constrangimento ao aumento da produção.
Frisou que antes do decreto que proíbe a compra de sucata em agentes não certificados, a siderurgia atingia as 10 mil toneladas por mês.
O Governo de Angola proibiu a actividade comercial de pesagem de metal ferroso e não ferroso em Janeiro de 2026, através do Decreto Executivo n.º 7/26.
A medida cancelou todos os alvarás do sector para travar o vandalismo de bens públicos, como o roubo de cabos eléctricos, tampas de saneamento e infra-estruturas de água.
Sobre o tema, Nripendra Singn defende a criação de mecanismos que permitam às indústrias adquirir sucata ferrosa de forma legal e controlada, considerando que a limitação no acesso à matéria-prima está a afectar o funcionamento de várias unidades industriais no país.
Segundo Nirpendra Singn, a empresa investiu 230 milhões de dólares neste projecto que tem uma força de trabalho de 700 trabalhadores nacionais e 40 expatriados.
A produção é destinada maioritariamente ao mercado nacional, com destaque para empresas ligadas à construção civil e infra-estruturas, mas também exporta para a República Democrática do Congo.
Por sua vez, o director do Departamento de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho, Cardoso Paulo Bartolomeu, informou que foram reforçadas as medidas de segurança com a aquisição de equipamentos de protecção individual, uma nova ambulância e a implementação de mecanismos de prevenção e investigação de acidentes, visando evitar acidentes de trabalho, como o que vitimou três trabalhadores em Outubro de 2024. FS/CJ/PA




