Zona de Interesse Comum pode incorporar mais de 200 milhões de barris

A Zona de Interesse Comum (ZIC) entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC) poderá incorporar mais de 200 milhões de barris de petróleo, resultado que reforça o potencial económico da concessão marítima partilhada e abre novas perspectivas para o aumento das reservas petrolíferas nacionais.
A estimativa foi apresentada pelo administrador da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Alcides Andrade, durante um debate promovido pelo Canal A da Rádio Nacional de Angola (RNA), dedicado ao estágio de implementação da Zona de Interesse Comum. Segundo o responsável, as avaliações preliminares realizadas na área apontam para recursos superiores a 200 milhões de barris de petróleo, estando a primeira produção prevista para um horizonte entre três e seis anos, período necessário para a conclusão das actividades de pesquisa, avaliação e desenvolvimento da concessão. O administrador da ANPG sublinhou que a concretização deste potencial dependerá da execução dos programas de exploração previstos e do cumprimento das diferentes fases técnicas que antecedem a produção comercial. Durante o mesmo encontro, o director nacional de Petróleo e Gás do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), Alcides Santos, destacou que a conclusão dos instrumentos de governação da ZIC representa um marco decisivo para o avanço do projecto. Conforme explicou, a nova arquitectura institucional estabelece um modelo de gestão conjunta entre Angola e a RDC, assente na confiança mútua, estabilidade jurídica e coordenação permanente entre os dois Estados, criando um ambiente mais atractivo para o investimento internacional. “O novo quadro de governação cria as condições necessárias para o início da exploração petrolífera conjunta e reforça a confiança dos investidores”, afirmou. &


