O artista angolano, Andeloy, membro dos Lambas, fez uma reflexão sobre a evolução do kuduro e comparou a realidade do género na sua época com aquilo que considera ser a influência de algumas produções actuais sobre os jovens.
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Ao recordar o percurso profissional dos Lambas, durante a sua participação no “Bleck Podcast”, Andeloy destacou o impacto que, na sua perspectiva, o grupo teve junto de jovens que viviam na delinquência. Segundo o artista, apesar de o grupo ter sido associado, na época, a ambientes considerados marginais, as suas músicas procuravam transmitir mensagens que incentivassem os jovens a afastarem-se da criminalidade e a encontrarem outras alternativas para as suas vidas.
“Nós tiramos muitos jovens da delinquência. Naquele tempo, nós éramos vistos como marginais. Mas nós conseguimos cantar para os próprios marginais entenderem que eles não deviam pegar em material bélico e outras coisas… Entendemos que, muito fora da criminalidade, tu ainda tens um caminho para brilhar. Tu podes ser como nós. As pessoas, muitas delas, tornam-se promíscuas em função da batida, em função dos palavrões”, afirmou.
Andeloy, defendeu que uma das mensagens transmitidas pelo grupo era a de que os jovens tinham alternativas fora da criminalidade e que poderiam construir um caminho através da música e de outras oportunidades, algo que o artista não vê nos dias de hoje.



