A conselheira matrimonial angolana, Florinda Miranda manifestou-se a favor de uma maior privacidade na vida dos casais esta quarta-feira, 23 de Setembro, e defendeu que sogras e noras devem evitar partilhar a mesma casa sob o risco do casal ter sua vida íntima inactiva.
foto: reprodução/ instagram/ Florinda Miranda
Segundo a conselheira em entrevista ao programa “Avenida Marginal” da RTP África, a convivência permanente entre os dois lados da família pode acabar por gerar conflitos e interferências na relação do casal.
“Isso é problema, uma guerra grande. Quando minha sogra veio para Angola pela primeira vez, e foi viver em nossa casa. O tempo que ela ficou em casa, eu dizia ao meu marido que já não dava mais, e entravamos em choque. Quando ela foi embora, eu agradeci a Deus, e a partir desta data, eu vi que sogra e nora, não vale a pena, pode até dar por uns meses, mas não dá”, afirmou.
Florinda Miranda falou sobre a importância de cada casal ter o seu próprio espaço para construir a vida a dois, e sublinhou que muitas vezes os casais têm conversas de carácter íntimo e desenvolvem hábitos que as sogras ou sogros podem acabar por interferir o seu progresso.
“A casa de um casal é um lugar sagrado, se os filhos já interrompem, imagina uma sogra, você quer andar de roupa íntima, sem sutiã, gritar não podes porque a sogra está lá. Minha mãe me habitou que as sogra não vão na casa das filhas, só mesmo em casos especiais como doença”, sublinhou.
Florinda Miranda reforçou a importância de estabelecer limites e preservar a privacidade do casal, defendendo que a convivência entre sogras e noras deve ser equilibrada para evitar possíveis conflitos e interferências na vida conjugal. Apesar da posição firme sobre a partilha do mesmo espaço, a conselheira destacou que mantém uma relação saudável com a sua sogra.




