A África do Sul afirma que os repatriamentos de cerca de 90 mil estrangeiros lhe custaram cerca de 293 milhões de rands (15,7 milhões de euros), pelo que quer que os países de origem lhe reembolsem as despesas.
Enquanto Ministério do Interior e outros departamentos envolvidos nesta questão não tínhamos previsto isto no orçamento. Os repatriamentos não estão contemplados na nossa legislação, afirmou Tommy Makhode, director-geral deste ministério, em declarações divulgadas pelos meios de comunicação locais.
Ao comparecer desta semana perante a comissão parlamentar do Interior, Makhode precisou que, face a estas despesas inesperadas, o seu ministério tinha recebido uma dotação de 60 milhões de rands (3,2 milhões de euros) para os repatriamentos. No entanto, estes custaram cerca de cinco vezes o orçamento atribuído para as operações, sendo que o custaram cerca de 293 milhões de rands (15,7 milhões de euros).
A maior dotação de fundos, de mais de 203 milhões de rands (10,9 milhões de euros), foi destinada a despesas de transporte, enquanto o Ministério das Obras Públicas utilizou 48 milhões de rands (2,5 milhões de euros) para criar o Centro Temporário de Processamento de Repatriamentos de Musina, na província de Limpopo (Norte). Segundo Makhode, para fazer face a esta situação, escreveram “ao Governo do Maláui e, claro, às embaixadas da Nigéria e da Etiópia, solicitando o reembolso deste custo”.
Ao seu lado, compareceu perante a comissão o comissário da Autoridade de Gestão das Fronteiras (BMA, na sigla inglesa), Michael Masiapato, que estimou em 89.936 o número de estrangeiros repatriados pela África do Sul desde Junho até ao dia 7 de Agosto. Este número continua a ser muito inferior ao total de regressos comunicados pelos governos de vários países africanos de onde provêm estes migrantes.




