Os combates no sul do Iémen entre as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita e os rebeldes huthis, aliados do Irão, provocaram pelo menos 48 mortos nas últimas 24 horas, segundo fontes militares dos dois lados citadas pela agência France-Presse.
De acordo com fontes militares governamentais, 17 soldados morreram nos confrontos. Os huthis, por sua vez, anunciaram a morte de 31 dos seus combatentes.
A nova escalada acontece num contexto de agravamento da situação humanitária no país. Segundo as Nações Unidas, pelo menos 112 mil pessoas foram deslocadas no Iémen desde o reinício dos combates, no início de Setembro, enquanto cerca de três mil outras procuraram refúgio no Djibuti.
Na semana passada, os huthis assumiram o controlo de zonas do litoral do mar Vermelho, reforçando a sua posição junto ao estratégico estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas entre a Europa e a Ásia através do mar Vermelho e do canal do Suez.
Depois de um período de relativa acalmia, o conflito iemenita voltou a intensificar-se em Julho, no contexto da escalada regional desencadeada pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão no final de Fevereiro.
O Iémen enfrenta uma guerra prolongada desde 2014, quando os huthis assumiram o controlo de Sanaa e de outras áreas do país. O conflito colocou os rebeldes contra as forças pró-governamentais apoiadas pela Arábia Saudita e provocou centenas de milhares de mortos, além de mergulhar o país numa das mais graves crises humanitárias da região.



