O segundo dia das eleições parlamentares na Rússia foi marcado este sábado pelo abate de 21 drones nas proximidades de Moscovo, segundo o presidente da Câmara da capital russa, Serguei Sobianin.
O responsável informou, através da rede de mensagens MAX, que os serviços de emergência foram mobilizados para os locais onde caíram destroços dos aparelhos.
De acordo com canais do Telegram dedicados à monitorização do espaço aéreo russo, drones foram avistados ou abatidos nos distritos de Domodedovo, Podolsk, Fominski, Kolomna e Serebriannie Prudi.
Sobianin afirmou ainda que, apenas na última semana, foram lançados 2.022 drones em direção à região de Moscovo. Segundo o autarca, a maioria foi intercetada antes de chegar à capital, enquanto 186 foram abatidos nas proximidades da cidade.
O Ministério da Defesa da Rússia informou, por sua vez, que as defesas antiaéreas destruíram 344 drones durante a noite em 16 regiões do país, 15 das quais na parte europeia da Rússia e uma na Sibéria.
Os ataques ocorrem no segundo dos três dias de votação para a Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento russo. Estas são as primeiras eleições parlamentares realizadas no país desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Mais de 111 milhões de eleitores, distribuídos por 89 regiões russas, estão chamados às urnas. Os cidadãos russos residentes no estrangeiro também podem votar, com 333 assembleias de voto habilitadas em 152 países.
A realização das eleições acontece sem uma trégua de 72 horas entre Moscovo e Kiev. Nas regiões ucranianas ocupadas e posteriormente anexadas pela Rússia, como Donetsk, a votação começou antecipadamente por razões de segurança.
A Ucrânia e vários países ocidentais não reconhecem a anexação desses territórios pela Rússia, enquanto Moscovo mantém o controlo administrativo e realiza ali o processo eleitoral.



