CPLP debate crise na Guiné-Bissau e escolha da próxima presidência

Os chefes da diplomacia dos Estados-membros deverão apreciar um projeto de resolução sobre a Guiné-Bissau, suspensa da organização desde dezembro, na sequência do golpe de Estado que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral no país.
Segundo o coordenador-geral da Comissão para a presidência rotativa da CPLP, Joaquim Fernandes, a discussão enquadra-se no compromisso da organização com a estabilidade, a ordem constitucional e os princípios democráticos.
A reunião deverá igualmente retomar a discussão sobre a presidência da CPLP para o período 2027-2029. Na cimeira realizada em Bissau, em 2025, os Estados-membros não chegaram a acordo, com a Guiné Equatorial e o Brasil a surgirem como principais candidatos.
A presidência da organização, que estava nas mãos da Guiné-Bissau, passou entretanto para Timor-Leste, na sequência da suspensão daquele país.
O encontro de Díli contará com a participação dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Angola, Portugal e Cabo Verde, além de representantes dos restantes Estados-membros.
A agenda inclui ainda a estratégia da CPLP para 2027-2033, a cooperação económica, a proteção social e a aplicação da Convenção Multilateral de Segurança Social da organização.
Também deverá ser apreciada uma declaração sobre a consolidação do Estado de Direito Democrático e os desafios da CPLP.


