O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, afirmou que a delimitação das fronteiras marítimas não pode ser separada da soberania e do direito do povo usufruir dos recursos que lhe pertencem.
“A luta pela delimitação das nossas fronteiras marítimas não pode ser separada da luta pela soberania: um mesmo povo, com a mesma determinação, tem o mesmo direito de usufruir plenamente, nos planos económico, social, cultural e ambiental, daquilo que lhe pertence”, disse Xanana Gusmão. “É por isso que hoje olhamos para o nosso mar com uma nova ambição”, salientou o líder timorense.
Xanana Gusmão falava na sessão de abertura do simpósio “Timor-Leste OceanX: Ciência para um Futuro Azul”, que vai incidir sobre os primeiros resultados recolhidos durante a missão científica do navio OceanXplorer no país, realizada em Novembro. Durante o simpósio, investigadores e parceiros nacionais e internacionais vão debater a conservação marinha, gestão das pescas, turismo sustentável e prioridades futuras da investigação marinha.
“O nosso país pode ser pequeno em território terrestre. Porém, quando olhamos para o mar, somos também uma grande nação. Não apenas pela sua beleza, nem apenas porque constitui um elemento central da nossa cultura e identidade, mas sobretudo pelo enorme potencial que encerra”, sublinhou Xanana Gusmão. Timor-Leste está localizado no Triângulo dos Corais, um local com condições únicas para observar baleias, golfinhos, tartarugas marinhas e recifes de coral.
“Este oásis de biodiversidade é um verdadeiro tesouro do nosso planeta. Mas esse privilégio traz também uma grande responsabilidade. Temos o dever de proteger, cuidar e, sobretudo, agir”, disse.



