Os casos confirmados de ébola na República Democrática do Congo (RDC) ultrapassaram, na segunda-feira, os 6 mil, enquanto as autoridades intensificavam os esforços para conter o surto, segundo dados oficiais. O país registou 6.041 casos, incluindo 2.911 mortes, desde que o surto foi declarado, em meados de Maio, de acordo com a última actualização da situação divulgada pelo Ministério da Saúde.
Pelo menos 1.366 pessoas recuperaram, enquanto 619 doentes permanecem em isolamento ou hospitalizados. O mais recente surto de Ébola no Congo é o segundo maior do mundo em número de infecções registadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O surto, provocado pelo vírus Bundibugyo, afectou 60 zonas de saúde em seis províncias: Haut-Uele, Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Bas-Uele e Tshopo. O Ministério afirmou que os esforços de resposta continuam concentrados em áreas com transmissão activa, com especial atenção para Ituri, que concentra a maioria dos casos e zonas de saúde afectadas. O aumento de casos e a maior disseminação geográfica nos últimos três meses representam um "aumento substancial" na escala do surto, de acordo com a OMS.
O Governo lançou uma campanha de vacinação contra o Ébola dirigida aos profissionais de saúde e aos trabalhadores da linha da frente. A Coligação para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) anunciou, na semana passada, uma nova parceria de 16,5 milhões de dólares com a empresa biofarmacêutica africana Minapharm Group para desenvolver a sua vacina candidata Bundibugyo.
O surto no Leste do Congo está a espalhar-se em condições extremamente difíceis, alimentado pela insegurança, deslocações, greve dos profissionais de saúde e intensos movimentos populacionais, afirma a OMS.



