O Partido Democrata conquistou a maioria no Senado dos Estados Unidos, nas eleições intercalares realizadas esta terça-feira, 3 de Novembro, retirando aos republicanos o controlo de uma das duas câmaras do Congresso norte-americano.
Segundo a agência Associated Press (AP), os democratas conseguiram conquistar seis lugares anteriormente ocupados pelos republicanos, nos estados do Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Carolina do Norte e Carolina do Sul, além de manterem outras cadeiras que já ocupavam.
A mudança altera o equilíbrio de forças em Washington, numa altura em que também são apontadas perdas republicanas na Câmara dos Representantes.
Entre as principais mudanças, destacam-se as vitórias de James Talarico, no Texas, sobre Ken Paxton; de Sherrod Brown, no Ohio, frente ao senador Jon Husted; e de Annie Andrews, na Carolina do Sul, contra Darline Graham.
Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff garantiu a reeleição ao derrotar o republicano Mike Collins. Em New Hampshire, Chris Pappas venceu John Sununu, assegurando a continuidade da representação democrata no Senado.
Conhecidas como “midterms”, as eleições intercalares realizam-se de dois em dois anos, a meio do mandato presidencial, e permitem renovar parcialmente o Congresso dos Estados Unidos.
A Câmara dos Representantes é totalmente renovada, com 435 lugares em disputa, enquanto o Senado renova aproximadamente um terço dos seus 100 lugares. Neste ciclo eleitoral, 35 cadeiras senatoriais estiveram em disputa.
Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores cumprem mandatos de seis anos.
A conquista do Senado pelos democratas representa uma mudança no equilíbrio político em Washington e poderá limitar a capacidade de Donald Trump de avançar com a sua agenda legislativa nos dois últimos anos do mandato.




