Domingos Simões Pereira promete ‘continuar combate’

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou, na madrugada de ontem, em Lisboa, que vai continuar a fazer oposição, assim que regressar ao país.
Domingos Simões Pereira chegou na madrugada de ontem a Lisboa, depois de ter deixado a cadeia, por determinação do Tribunal Regional Militar da Guiné-Bissau, para tratamento médico. Questionado pelos jornalistas, à saída do lounge VIP do aeroporto de Lisboa, se tencionava regressar à Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira foi taxativo: “absolutamente”. “Eu sou guineense e continuarei, assim que possível, este combate”, garantiu o opositor guineense, que foi recebido em euforia por dezenas de guineenses a residir em Portugal e que encheram o aeroporto com bandeiras, gritos e cânticos de apoio. “Eu não posso virar costas ao meu povo”, sublinhou o líder do PAIGC. O dirigente político, antigo Primeiro-Ministro e eleito posteriormente presidente da Assembleia Nacional Popular, admitiu estar a sentir uma “sensação de liberdade” e “agradecido pela população que me vem acolher”. Quanto aos pormenores da sua estadia em Portugal, admitiu que ainda não conhece as condições, “porque quem trata de tudo são as autoridades portuguesas”.


