A ex-ministra e deputada Janine Lélis anunciou, ontem, a sua desistência da corrida às próximas eleições presidenciais, alegando “tensões institucionais e partidária e uma crescente polarização” do debate público, com reflexos na atitude do eleitorado.
De acordo com um comunicado a que a Inforpress teve acesso, Janine Lélis afirma que a decisão foi tomada há cerca de dois meses depois de ter manifestado a sua disponibilidade para entrar na corrida presidencial.
“Há quase dois meses, quando manifestei a minha disponibilidade para ser candidata à Presidência da República, fi-lo com a convicção de que, numa democracia como a cabo-verdiana, uma eleição presidencial deve oferecer aos cidadãos uma escolha efetiva entre diferentes perfis, percursos e visões sobre o exercício da mais alta magistratura do Estado” manifestou Janine Lélis.
Segundo a mesma fonte, no mês de Junho, tudo levava a crer que iria repetir-se o padrão de não se ter candidato com suporte político alargado para enfrentar o Presidente da República incumbente.
A candidata recorda que a sua decisão surgiu depois de mais 20 anos de percurso político, incluindo funções no poder local, como deputada da Nação e com dez anos como ministra de várias pastas. A sua intenção, conforme sublinhou. era dar o seu contributo neste processo “tão essencial para o país”, o que permitiria aos cabo-verdianos terem possibilidade não só de avaliar o que tem sido o exercício do cargo de Presidente da República, como também pronunciar-se sobre o perfil que consideram mais adequado para garantir o regular funcionamento das instituições. “Cumprir e fazer cumprir a Constituição da República”, vincou.



