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A confirmação dos resultados provisórios que tinham sido anunciados na segunda-feira, foi feita escassas horas depois, deixando Hichilema com a validação clara das suas políticas neoliberais com que procura transformar a economia zambiana.
Com 38% dos votos, Brian Mundubile, a cara do passado mais estatizante no tempo do Presidente Edgar Lungu, ficou muito longe dos seus intentos, sendo que mais relevante que a sua derrota, é a derrota inequívoca da ideia de um Estado mais activo na condução das políticas económicas.
Na primeira declaração pós-vitória, Hichilema, de 64 anos, disse-se "reconfortado pela confiança nele depositada", afirmando que está consciente do que significa os 38% dos votos no adversário, afirmando que "vai ter isso em conta".
Contra algumas sondagens prévias, o incumbente acabou por vencer à primeira volta, folgadamente, apesar da crise económica na Zâmbia, marcada por inflação alta e desemprego.



