Londres - Pelo menos 19 casas ficaram completamente destruídas na sequência do incêndio que deflagrou na tarde de quinta-feira no centro do Reino Unido, anunciou o chefe do Corpo dos Bombeiros de West Midlands, Simon Tuhill.
Londres - Pelo menos 19 casas ficaram completamente destruídas na sequência do incêndio que deflagrou na tarde de quinta-feira no centro do Reino Unido, anunciou o chefe do Corpo dos Bombeiros de West Midlands, Simon Tuhill.
Segundo o responsável, o fogo consumiu uma área de cerca de 200 hectares e deixou ainda seis feridos, incluindo três bombeiros.
Cerca de 200 operacionais foram mobilizados para combater o incêndio que se propagou rapidamente devido altas temperaturas e aos fortes ventos registados no dia mais quente de 2026 no país.
O grande incêndio em Stourbridge, na região de West Midlands, obrigou algumas pessoas a fugir depois de as chamas se terem começado a alastrar, avança a Lusa.
Os incêndios estão agora sob controlo, mas os operacionais vão continuar a vigiar o terreno nos próximos dias.
"Ontem foi um dia extremamente movimentado para nossas equipas, que atenderam a diversos incêndios graves em toda a região", afirmou Anthony Marsh, director executivo do Serviço de Ambulâncias de West Midlands.
"Estou imensamente orgulhoso dos meus comandantes e da minha equipa pela forma como desempenharam suas funções", acrescentou.
Recorde-se que o Reino Unido registou ontem o dia mais quente do ano, em período de seca extrema que provocou múltiplos incêndios, e enquanto uma onda de calor intensa continua a atingir a Europa.
O Met Office (Serviço Meteorológico do Reino Unido) divulgou que a temperatura de 38,1°C no oeste de Londres foi um décimo de grau superior ao recorde anterior, estabelecido em 28 de Junho.
Ainda assim, a temperatura ficou abaixo do recorde britânico de Agosto, de 38,5°C, registado em 2003.
Cerca de 1.017 incêndios florestais foram registados em Inglaterra e no País de Gales este ano, de acordo com dados do Conselho Nacional de Chefes de Bombeiros, o mesmo número recorde do ano passado.
Embora não estejam na mesma proporção dos incêndios ocorridos em França, Grécia e Espanha, apontam para a necessidade de o Reino Unido se adaptar a uma nova realidade.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, revelou que considera impor uma proibição aos grelhadores descartáveis, devido ao risco de novos incêndios florestais. AM




