Irão formaliza queixa à FIFA por restrições de vistos impostas pelos EUA no Mundial de 2026

A Federação Iraniana de Futebol (FFI) apresentou uma queixa formal junto da FIFA, o órgão máximo do futebol mundial, denunciando as severas restrições de viagem e de emissão de vistos impostas pelas autoridades dos Estados Unidos à sua selecção nacional durante o Campeonato do Mundo de 2026. A equipa, que estabeleceu a sua base de operações na cidade mexicana de Tijuana, junto à fronteira com os EUA, enfrenta graves obstáculos logísticos e diplomáticos que, de acordo com a FFI, comprometem a igualdade de condições regulamentares no torneio.
Segundo os dados avançados pela federação, as autoridades norte-americanas determinaram que os jogadores iranianos apenas podem entrar em território dos Estados Unidos até 24 horas antes das partidas, sendo obrigados a deixar o país no próprio dia dos confrontos. Esta directiva, conhecida como “match day minus one” (dia do jogo menos um), foi confirmada por Andrew Giuliani, director executivo da equipa de coordenação da Casa Branca para a FIFA. A FFI tinha solicitado autorização para que a delegação chegasse às cidades-sede com dois dias de antecedência, visando o tempo necessário para aclimatação, descanso e treinos de adaptação, um pedido que foi consecutivamente rejeitado.
O seleccionador nacional do Irão, Amir Ghalenoei, lamentou o cenário actual e classificou a sua equipa como a “mais oprimida” do torneio, sublinhando que as limitações prejudicaram o planeamento para a estreia. Além disso, a federação denunciou que quinze integrantes da equipa, incluindo membros do corpo técnico e directivo, não receberam vistos para entrar nos Estados Unidos. O impacto destas restrições foi sentido no empate por 2 a 2 contra a Nova Zelândia, na abertura do Grupo G, em Los Angeles. O Irão volta a jogar no próximo domingo contra a Bélgica e encerra a fase de grupos diante do Egipto, aguardando-se ainda um pronunciamento oficial da FIFA e do Departamento de Segurança Interna dos EUA.


