Rússia promete “ataques massivos” após sofrer maior ataque de drones contra Moscovo

A Rússia prometeu realizar ataques grupais frequentes e de grande escala contra o território ucraniano, na sequência de um bombardeamento sem precedentes com drones contra Moscovo. O ataque das forças de Kyiv provocou uma forte explosão numa das principais refinarias de petróleo da capital russa, elevando significativamente as tensões no conflito que já dura há quatro anos e gerando forte preocupação sobre a segurança das infraestruturas energéticas na região.
De acordo com fontes locais, as forças ucranianas lançaram cerca de 200 drones numa operação coordenada de grande escala que visou directamente a Refinaria de Moscovo da Gazprom, localizada na periferia sudeste da cidade. O impacto da ofensiva provocou colunas de fumo negro visíveis a vários quilómetros e resultou em ferimentos a pelo menos 16 pessoas, além de ter forçado a suspensão temporária de voos em quatro aeroportos da capital russa. Esta acção militar é considerada a maior incursão aérea ucraniana contra Moscovo desde o início das hostilidades.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, confirmou que o Kremlin planeia responder com extrema firmeza às acções de Kyiv. Lavrov sublinhou que os novos ataques russos serão regulares e visarão alvos que afectam directamente a prontidão de combate das Forças Armadas da Ucrânia. A diplomacia russa classificou a incursão ucraniana como um acto terrorista, justificando a necessidade de uma resposta militar de grande intensidade para neutralizar a capacidade ofensiva do país vizinho.
Por sua vez, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que os ataques contra Moscovo foram uma reacção totalmente justificada às recentes investidas russas contra um complexo de mosteiros históricos em Kyiv. Zelenskyy defendeu que as acções militares das suas forças visam enfraquecer a infraestrutura logística que sustenta a máquina de guerra do Kremlin. O líder ucraniano aproveitou a oportunidade para apelar à comunidade internacional, destacando a necessidade de passos diplomáticos concretos para forçar a Rússia a negociar o fim do conflito.
O aumento das hostilidades ocorre num momento em que se intensificam os esforços internacionais para alcançar um acordo de paz duradouro. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comprometeu-se recentemente a prestar assistência adicional à Ucrânia e instou o Kremlin a negociar o fim da guerra. Trump revelou ter mantido conversações telefónicas com Zelenskyy e Vladimir Putin, lamentando a perda significativa de vidas humanas em ambos os lados e reforçando o empenho da sua administração em mediar uma solução diplomática para a crise.


