Um tribunal queniano condenou o líder de uma seita apocalíptica, Paul Mackenzie, a 200 anos de prisão pelo assassinato de 191 pessoas, todas crianças, excepto uma, revelou a BBC. Juntamente com outras 27 pessoas, Mackenzie foi considerado culpado dos homicídios por ter instruído os membros da sua seita a deixarem os seus filhos morrerem de fome para que pudessem "encontrar Jesus".
O autoproclamado pastor foi detido em 2023, após a descoberta de mais de 400 corpos em covas rasas na floresta de Shakahola, perto da costa queniana. A extensa investigação sobre os casos chocou o Quénia e atraiu a atenção internacional. Antes da sentença, os procuradores do tribunal de Mombaça argumentaram pela pena de morte para Mackenzie devido à gravidade dos crimes.
Os procuradores citaram, ainda, o que descreveram como a falta de remorso de Mackenzie pelos crimes. Solicitaram prisão perpétua para os seus co-réus. Antes do início da audiência na manhã de sexta-feira, Francis Wanje, que perdeu oito familiares na floresta de Shakahola, incluindo dois netos, disse ao programa Newsday da BBC que "esperava por uma sentença que correspondesse aos seus [de Mackenzie] actos na floresta". Mackenzie e os co-réus pediram formalmente clemência e indulgência ao tribunal.
Antes da sua condenação, a 19 de Outubro, todos se declararam inocentes e insistiram repetidamente que ninguém foi forçado a morrer.




