Mais de 50 líderes muçulmanos e cristãos assinaram um acordo de paz inter-religioso em Abuja, lançando um novo órgão para promover a harmonia religiosa na Nigéria.
A população da Nigéria, com mais de 200 milhões de habitantes, está quase igualmente dividida entre um Norte predominantemente muçulmano e um Sul maioritariamente cristão, sendo que outros grupos praticam religiões tradicionais.
No ano passado, o governo negou a alegação do presidente norte-americano, DonaldTrump, de que o cristianismo enfrenta uma "ame- aça existencial" no país da África Ocidental. As alegações de "assassinato em massa de cristãos" no país já foram denunciadas como falsas por especialistas, que afirmam que os conflitos na região mataram cristãos e muçulmanos sem distinção.
Não foi feita qualquer menção aos comentários de Trump nas declarações oficiais sobre o acordo assinado na quarta-feira numa conferência organizada pela Liga Mundial Muçulmana, uma organização não governamental islâmica com sede na Arábia Saudita. Mas o governo e vários outros grupos têm trabalhado para demonstrar progressos na segurança desde as declarações de Trump.
O secretário-geral da Liga Mundial Muçulmana, Mohammad Al-Issa, afirmou que havia entusiasmo entre as duas religiões para virar a página. "Não negamos que as ideias extremistas prejudicaram toda a gente; todos foram afectados por elas", disse.
O vice-presidente do Senado, Barau Jibrin, representou o presidente Bola Tinubu na cerimónia de assinatura. Três governadores de Estados do Norte também estiveram presentes.




