Genebra – O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertou hoje sobre a continuidade da violência no Haiti e expressou preocupação com os ataques de gangues contra a população civil.
Genebra – O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos alertou hoje sobre a continuidade da violência no Haiti e expressou preocupação com os ataques de gangues contra a população civil.
Em comunicado, citado pela Prensa Latina, a porta-voz da organização, Marta Hurtado, considerou alarmantes os acontecimentos ocorridos no país e lembrou que, no dia 23 deste mês, em Kenscoff, 47 cidadãos foram mortos, 22 ficaram feridos e 52 foram sequestrados.
Este massacre sublinha a necessidade urgente de as autoridades reforçarem a protecção da população, em particular das comunidades que vivem em áreas afectadas pela actividade de gangues, observou.
O fluxo ilícito de armas de fogo e munições para o Haiti continua a fortalecer os grupos armados.
No dia 24, outra quadrilha que opera em Porto Príncipe exibiu nas redes sociais o que parecia ser um novo carregamento vindo do exterior, alertou.
Afirmou que os haitianos sofrem violações e abusos horríveis dos direitos humanos.
Informou que, de 1º de Abril a 30 de Junho deste ano, foram registadas 1.408 mortes e 656 feridos.
Especificou que 326 pessoas foram vítimas de violência sexual e explicou que os números provavelmente são consideravelmente maiores, dadas as dificuldades na colecta de dados.
“É essencial conduzir investigações independentes e imparciais sobre as alegações, bem como fortalecer os mecanismos de responsabilização e combater a impunidade”, salientou o alto comissário Volker Türk.
O responsável instou as autoridades a garantir que as unidades judiciais especializadas para investigar crimes em massa, criadas com o auxílio do gabinete, entrem em funcionamento imediata e eficazmente.
Türk considerou crucial acelerar o destacamento da Força de Repressão a Gangues e exortou os actores relevantes a garantir a aplicação rigorosa das normas nacionais e internacionais de controlo de armas. MCN



