O Conselho de Segurança da ONU condenou o "hediondo e deliberado" ataque de segunda-feira contra uma patrulha da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) em Jonglei, no centro do país.
O ataque matou dois “soldados da paz” e feriu outros sete, incluindo três soldados etíopes, dois membros do Serviço Nacional de Polícia do Sudão do Sul e dois funcionários civis da Unmiss. Os membros do Conselho de Segurança endereçaram condolências e solidariedade às famílias das vítimas e manifestaram total apoio aos países que contribuem com tropas para a missão. Salientaram que os ataques contra as forças de manutenção da paz da ONU podem constituir crimes de guerra segundo o direito internacional e exigiram uma investigação completa, transparente e imediata.
Insistiram ainda para que os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça sem demora e alertaram que a impunidade para tais ataques é inaceitável. Em comunicado, o órgão da ONU manifestou profunda preocupação com a persistente violência intercomunitária e armada no estado de Jonglei e "o seu impacto devastador sobre os civis, os trabalhadores humanitários e as forças de manutenção da paz".
Os 15 Estados-membros exigiram que os líderes políticos e comunitários do Sudão do Sul se empenhem e tomem medidas imediatas e decisivas para pôr fim à violência e garantir a protecção de todos aqueles que trabalham para promover a paz e a segurança no Sudão do Sul. Salientaram, igualmente, que o Governo do Sudão do Sul deve trabalhar com a Unmiss para garantir a segurança das suas forças de paz e implementar o seu mandato de proteger os civis e apoiar o processo de paz no Sudão do Sul.



