Adis Abeba - Treze países africanos assinaram hoje um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação transfronteiriça na prevenção de doenças, considerado um passo importante para melhorar a preparação para surtos no continente.
Adis Abeba - Treze países africanos assinaram hoje um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação transfronteiriça na prevenção de doenças, considerado um passo importante para melhorar a preparação para surtos no continente.
O acordo assinado pela Etiópia, Quénia, Uganda, Angola, Tanzânia, Burundi, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Malawi, Rwanda, Sudão do Sul e Zâmbia também estabelece a troca de informações de saúde.
O protocolo foi anunciado durante a 76ª sessão do Comité Regional para a África da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada de 24 a 28 de Agosto em Adis Abeba.
Por outro lado, o especialista sénior em saúde do Banco Mundial (BM) Tseganeh Amsalu, referindo-se ao financiamento e à cooperação regional, afirmou que o memorando de entendimento visa institucionalizar a cooperação antes que ocorram surtos de doenças.
Amsalu descreveu o acordo como "um marco de importância crucial", pois demonstra a importância de estabelecer proactivamente a cooperação em vez de esperar que os surtos ocorram.
Em relação à Etiópia, informou que o Banco Mundial prometeu um alto nível de apoio para fortalecer a capacidade de prevenção de doenças, desenvolver a infra-estrutura de saúde e aprimorar os recursos humanos.
Reafirmou o apoio contínuo da organização internacional aos países vizinhos nos seus esforços para proteger as populações e as economias do impacto de futuros surtos.
"Esta é uma fase muito crítica na preparação e resposta do continente ao surto", referiu.
A assinatura do memorando de entendimento ocorre num momento em que ministros africanos discutem uma agenda continental mais ampla, intitulada "Uma Nova Era da Saúde para a África: Acção Unida para a Visão 2035", que busca acelerar o progresso rumo à cobertura universal e fortalecer a segurança sanitária em todo o continente. MCN



