PGR de Angola notifica Higino Carneiro por crimes de peculato e branqueamento de capitais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola notificou, esta Terça-feira, 23, o general Francisco Higino Carneiro da acusação formal deduzida pelo Ministério Público pelos alegados crimes de peculato e branqueamento de capitais.
A notificação foi efectuada pelos Serviços do Ministério Público junto da Câmara dos Crimes Comuns do Tribunal Supremo, no âmbito do processo-crime n.º 46/19, segundo um comunicado da PGR.
De acordo com os elementos constantes do processo, descritos no comunicado da PGR, os factos referem-se à utilização indevida de fundos públicos, enquanto governador e gestor de fundos da então província do Cuando-Cubango, destinados ao desenvolvimento social e económico daquela província.
Segundo o comunicado, Higino Carneiro terá utilizado esses fundos em benefício próprio na construção e gestão de empreendimentos turísticos e hoteleiros localizados na respectiva província, em prejuízo dos projectos sociais a que se destinavam.
O general na reforma, que apresentou formalmente a sua pretensão de concorrer à presidência do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, no poder desde 1975) em Abril deste ano, pretende disputar o lugar com o actual presidente do partido e Presidente de Angola, João Lourenço cuja candidatura foi validada pela subcomissão de candidaturas em 05 de Junho, e com os militantes José Carlos de Almeida, Valdir Cónego e António Venâncio, também pré-candidatos.
O mandatário da candidatura de Higino Carneiro, Marcos Matos, afirmou, no início do mês, que o processo de recolha de subscrições estava concluído e que a candidatura se encontrava pronta para ser formalizada, sem revelar data de entrega.
O prazo para entrega do dossier completo junto da subcomissão de candidaturas, diz a Lusa, termina a 25 de Outubro de 2026.





