Kinshasa - O Governo da República Democrática do Congo (RDC) anunciou hoje a realização de uma campanha nacional permanente de solidariedade para apoiar as populações que se encontram em situação de vulnerabilidade, com início previsto para 25 de Agosto.
Kinshasa - O Governo da República Democrática do Congo (RDC) anunciou hoje a realização de uma campanha nacional permanente de solidariedade para apoiar as populações que se encontram em situação de vulnerabilidade, com início previsto para 25 de Agosto.
Segundo a ministra de Estado para os Assuntos Sociais e Acção Humanitária, Ève Bazaiba Masudi, a primeira fase da iniciativa começará em Kinshasa e depois se espalhará por todo o território nacional, sob o lema "Recuperando sorrisos e fomentando a esperança".
“O objectivo é mobilizar recursos financeiros e materiais para as populações afectadas pela crise humanitária, estimada em 15 milhões de pessoas devido ao impacto de conflitos armados, tumultos e desastres naturais”, salientou, citada pela Prensa Latina.
As autoridades esperam incorporar instituições públicas, o sector privado, organizações da sociedade civil e cidadãos à campanha.
A ministra referiu que cerca de 60% das situações de vulnerabilidade estão directamente relacionadas com conflitos armados, uma vez que a violência não só deixa mortos e feridos, como também provoca frequentemente deslocamentos massivos de pessoas, mergulhando muitas famílias em condições de vida especialmente precárias.
Acrescentou que as epidemias representam aproximadamente 25% das situações de vulnerabilidade consideradas, enquanto os riscos climáticos constituem os restantes 15%, e mencionou especificamente as consequências das chuvas torrenciais, das cheias e dos deslizamentos de terras.
“A solidariedade nacional busca revitalizar e reacender o espírito e a cultura de apoio mútuo entre o povo congolês, indo além da simples colecta de doações em espécie ou em dinheiro. Ela também visa incutir na alma congolesa amor, patriotismo, preocupação e um profundo respeito pela vida dos outros”, disse.
De acordo com a governante, a diminuição da ajuda externa também condiciona o lançamento da iniciativa, tendo citado como exemplo a queda no apoio dos EUA, que representava 70% da ajuda humanitária na RDC, e da ajuda britânica, que representava 15%.
“É perfeitamente normal que assumamos a responsabilidade de servir o nosso povo. O Governo não se esquivou das suas responsabilidades, mas, como chefe do Ministério dos Assuntos Sociais, da Acção Humanitária e da Solidariedade Nacional, tenho o dever de promover e implementar a componente de solidariedade nacional”, acrescentou.
Afirmou que foram estabelecidos diversos mecanismos institucionais para o desenvolvimento da campanha, em que as contribuições financeiras serão provenientes do Fundo Nacional de Solidariedade, que está sob a supervisão do Ministério de Assuntos Sociais e Acção Humanitária.
Entretanto, as doações em espécie serão geridas pela Direcção-Geral de Solidariedade Nacional e Reintegração, tendo sido criado um comité de coordenação que reunirá funcionários do ministério e parceiros humanitários para orientar e realizar avaliações periódicas, definir prioridades e classificá-las para distribuição. MCN




