Genebra - A relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Zaina Jallad, exigiu quarta-feira o levantamento das medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos contra Cuba, reforçadas desde Janeiro deste ano.
Genebra - A relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Zaina Jallad, exigiu quarta-feira o levantamento das medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos contra Cuba, reforçadas desde Janeiro deste ano.
“Tal como a minha antecessora, apelo à eliminação ou suspensão de todas as medidas coercivas unilaterais contra Cuba”, declarou Jallad durante a 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, referindo-se à relatora anterior, Alena Douhan, que visitou a ilha em Novembro de 2015.
“Seis décadas de medidas coercitivas contra Cuba e a sua implementação, frequentemente agravadas por repressão excessiva, tiveram um efeito devastador sobre a população cubana”, afirmou a responsável, citada pela Prensa Latina.
De acordo com a especialista, Cuba enfrenta obstáculos muito sérios em termos de acesso aos seus direitos fundamentais, especialmente em relação à saúde, alimentação, cooperação internacional e assistência humanitária.
“Isso também se aplica ao acesso a serviços públicos essenciais, como geração de electricidade, água, habitação e transporte”, observou.
Além disso, o relatório destaca o uso de campanhas de pressão máxima, ameaças a terceiros Estados e indivíduos, e a redesignação inicial e subsequente de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, salientou.
Afirmou que essas medidas contrariam os princípios da igualdade soberana dos Estados, da resolução pacífica de disputas internacionais e a cooperação de boa-fé.
As medidas contra Cuba já estão a gerar uma crise humanitária de grandes proporções, declarou a relatora especial, cuja intervenção foi seguida por outras de mais de 30 países em apoio ao relatório, exigindo o fim do bloqueio económico contra a ilha e a sua dimensão extraterritorial.
Da mesma forma, Jallad expressou a sua profunda preocupação com o aumento das medidas coercitivas unilaterais, implementadas globalmente, incluindo aquelas que afectam Cuba, Irão e outros lugares.
“Colectivamente, devemos ter em mente o custo humano dessas medidas coercitivas unilaterais e cooperar para atenuar os seus efeitos adversos, enfatizou.
Desde a visita da relatora especial, o bloqueio dos EUA foi reforçado a níveis sem precedentes, inclusive por meio da imposição de um embargo energético e sanções secundárias, destacaram especialistas que participaram de uma reunião paralela interactiva sobre Cuba, realizada após a intervenção da relatora especial, da qual ela participou. MCN



