Ao todo, seis partidos e uma coligação apresentaram candidatura às eleições legislativas de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe e aguardam pela validação do Tribunal Constitucional, enquanto outros quatro anunciaram que foram impedidos de participar no processo.
Citada pela Lusa, a secretária-geral do Tribunal Constitucional (TC) disse que, entre as candidaturas formalizadas, constam todos os partidos com assento na actual legislatura, nomeadamente a Acção Democrática Independente (ADI), o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN).
Apresentaram-se ainda os partidos sem assento parlamentar, nomeadamente o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Partido Nossa Terra.
O prazo para a entrega de candidaturas terminou a 13 de Agosto. A Lusa não obteve confirmação do Tribunal de Primeira Instância sobre as candidaturas apresentadas às eleições autárquicas e regional que também se realizarão no dia 27 de Setembro.
Outros quatro partidos, como o MIE-STP e o SIM, denunciaram que foram deliberadamente impedidos de concorrer às eleições pelo Tribunal Constitucional, que acusam de violar os prazos para legalizar os novos partidos ou responder a processos pendentes.
O líder do Movimento pela Independência Económica de São Tomé e Príncipe (MIE-STP), Humbah Aguiar, disse que submeteu o pedido desde 7 de Junho, e apesar de várias solicitações, o TC não proferiu uma decisão final sobre o seu pedido, até ao término do prazo para a entrega de candidaturas.
Reclamações foram feitas nas redes sociais, nomeadamente por membros dos partidos Força Santomense/Partido Liberal Cristão (FS/PLC) e Partido Força do Povo de São Tomé e Príncipe (PFP-STP), que dizem aguardar por deliberação do TC face às reclamações apresentadas após terem sido declarados extintos em Janeiro deste ano.



