O Senegal aumentou, a partir deste sábado, 15, os preços da gasolina e do gasóleo, mas garante que continuará a proteger as famílias mais vulneráveis dos efeitos da subida dos combustíveis.
A gasolina super passou a custar 990 francos CFA por litro, mais 70 francos, enquanto o gasóleo subiu para 755 francos CFA, com um aumento de 75 francos.
Convertidos para a moeda angolana, os novos preços correspondem, aproximadamente, a 1.640 kwanzas por litro de gasolina e 1.250 kwanzas por litro de gasóleo, considerando uma taxa de câmbio próxima de 1 franco CFA para 1,65 kwanzas. A conversão é indicativa e pode variar conforme a taxa utilizada.
O Governo senegalês justifica o aumento com a forte subida dos custos internacionais do petróleo, agravada pelo conflito no Médio Oriente. As autoridades afirmam que procuraram manter os preços internos o máximo de tempo possível através de subsídios.
Desde o início do ano, o Estado diz ter suportado mais de 245 mil milhões de francos CFA em subsídios aos combustíveis, o equivalente a cerca de 405 mil milhões de kwanzas.
O Executivo calcula ainda que manter os preços anteriores teria representado uma despesa adicional de 47 mil milhões de francos CFA num único mês, aproximadamente 78 mil milhões de kwanzas.
Apesar do aumento, o Governo garante que os preços praticados nos postos de abastecimento continuam abaixo dos custos de importação e assegura que as medidas de protecção social destinadas às famílias vulneráveis serão mantidas.
Em Angola, a política de redução gradual dos subsídios aos combustíveis também tem sido acompanhada por medidas de protecção social. O FMI refere que o país reforçou o Kwenda e adoptou mecanismos específicos para atenuar o impacto dos reajustes sobre grupos mais vulneráveis.
Actualmente, a gasolina em Angola é comercializada a 300 kwanzas por litro, enquanto o gasóleo está nos 420 kwanzas, segundo dados disponíveis de Julho de 2026.
A comparação mostra, assim, que os preços dos combustíveis no Senegal são significativamente superiores aos praticados em Angola, embora os dois países estejam a enfrentar o desafio de reduzir o peso dos subsídios e, ao mesmo tempo, proteger as famílias com menor capacidade financeira.



