Trump ameaça novos ataques, enquanto Teerão promete resposta contra interesses dos EUA e de Israel

Segundo fontes iranianas, a estratégia de retaliação inclui possíveis ações contra infraestruturas consideradas vitais para os Estados Unidos e Israel. Apesar das ameaças, há informações que indicam que os ataques norte-americanos poderão ser suspensos, mantendo-se abertas algumas vias diplomáticas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, acusou os Estados Unidos de terem quebrado compromissos anteriormente assumidos para pôr fim à guerra.
Durante uma conversa telefônica com o secretário dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Ed Miliband, Araghchi afirmou que Teerão continua comprometido com a diplomacia, mas alertou que qualquer interferência externa poderá agravar ainda mais a situação.
O chefe da diplomacia iraniana também criticou a decisão britânica de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como ameaça estatal e reiterou que o uso do território de outros países para ataques contra o Irão constitui um ato de agressão ao abrigo do direito internacional.
Estas posições surgem numa altura em que o grupo rebelde Houthi, do Iémen, negou informações de que pretende cobrar taxas aos navios comerciais que transitam pelo estreito de Bab al-Mandeb.
Em comunicado, o grupo garantiu que a passagem permanece livre para embarcações que não estejam abrangidas pelas restrições anunciadas pelos Houthis.


