Kiev – O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou esta terça-feira que a Rússia tentou atacar o avião presidencial onde seguia em duas ocasiões distintas ao longo das últimas semanas.
Kiev – O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou esta terça-feira que a Rússia tentou atacar o avião presidencial onde seguia em duas ocasiões distintas ao longo das últimas semanas.
"Na Moldova, o meu avião presidencial estava lá, e foi por isso que atacaram a Moldova", explicou Zelensky, em entrevista à CBS News.
"Quando regressámos a casa, novamente via Chisinau, fizeram o mesmo", salientou.
As declarações de Zelensky surgem após o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, ter afirmado que o avião do Presidente ucraniano "quase foi atingido" por um drone no espaço aéreo moldavo quando descolava em direcção a Oslo para o funeral de Estado do Rei Harald V, na passada quarta-feira.
"O avião dele quase foi atingido por um drone durante a descolagem na Moldova. Esta é a realidade em que ele vive", afirmou o governante norueguês.
Segundo Zelensky, mais "um ou dois drones" entraram depois no espaço aéreo moldavo durante a sua viagem de regresso à Ucrânia.
Após o incidente, as autoridades ucranianas adiantaram que todos os membros da delegação presidencial estavam "em segurança" e afirmaram que não estava claro se o incidente tinha sido intencional.
No entanto, à CBS News, Zelensky considerou que os ataques faziam parte de uma estratégia russa para o intimidar e a outros líderes mundiais, dando como exemplo um drone russo que atingiu um comboio de passageiros que transportava vários altos funcionários, perto da fronteira com a Polónia, no domingo.
"Talvez não soubessem que alguns americanos estavam lá ou talvez, pelo contrário, soubessem, porque não confio neles. Acho que sabiam", disse Zelensky à CBS News.
Sublinhe-se que um comboio com mais de 200 pessoas a bordo foi atingido num ataque lançado domingo contra um ponto do território ucraniano perto da fronteira com a Polónia.
O comboio circulava numa linha usada pouco antes por outro em que viajavam os ex-primeiros-ministros britânico e sueco Boris Johnson e Carl Bildt, juntamente com outros diplomatas europeus, depois de assistirem a uma conferência de segurança realizada na capital ucraniana, Kiev.
Na segunda-feira, o Governo russo rejeitou as acusações contra si por este ataque, que não deixou vítimas, garantindo que aquele foi lançado "exclusivamente contra instalações militares e o transporte militar e a infra-estrutura logística utilizada pelo regime de Kiev, também no oeste da Ucrânia", nas palavras da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova. MCN



