Angola defendeu, ontem, na sede das Nações Unidas, um apoio internacional adequado e previsível aos países que saem da categoria de Países Menos Avançados (PMA), sublinhando que esta passagem deve constituir um marco do desenvolvimento, acompanhado de medidas que permitam preservar os progressos alcançados e reforçar a resiliência face a choques externos.
Ao intervir no debate sobre os Grupos de Países em Situações Especiais, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Francisco José da Cruz, apelou a uma implementação mais robusta do Programa de Acção de Doha, sustentada por financiamento adequado e orientada para resultados de desenvolvimento mensuráveis.
Ao referir-se à co-presidência angolana, em conjunto com a Finlândia, do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Transição Suave para os Países que Saem da Categoria de PMA, o diplomata destacou que a saída desta categoria não deve ser entendida como um ponto final do apoio internacional.
Neste contexto, defendeu a adopção antecipada de estratégias de transição suave, conduzidas pelos próprios países, integradas nos planos nacionais de desenvolvimento e apoiadas por avaliações do seu grau de preparação. Sublinhou, igualmente, a necessidade de uma retirada gradual e previsível das medidas de apoio internacional, de modo a evitar perdas abruptas de financiamento, preferências comerciais e assistência técnica.
Francisco da Cruz apelou ainda ao reforço do acesso ao financiamento concessional e climático, à transferência de tecnologia e ao desenvolvimento da capacidade produtiva e da resiliência.




