O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo Buta João, defendeu, esta sexta-feira, 9, em Luanda, o reforço da cooperação entre os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com vista a melhorar a prevenção, a detecção e a resposta aos crimes cibernéticos.
Segundo o governante, que falava no encerramento dos exercícios de simulação cibernética e cooperação no combate ao cibercrime, no âmbito da Africacert e Cyberdrill 2026, os Estados da região devem promover exercícios conjuntos que permitam antecipar incidentes e reforçar a capacidade de resposta a ameaças no ambiente digital.
Ângelo Buta João considerou que a segurança cibernética exige uma actuação coordenada entre os países, tendo em conta os desafios que as ameaças digitais representam para os sistemas, as instituições e os serviços públicos.
Na ocasião, o secretário de Estado chamou a atenção para o défice de centros de processamento de dados governamentais (data centres) na região da SADC, defendendo o reforço dos esforços das agências de protecção de dados para a implementação de acordos-quadro destinados a viabilizar a construção destas infra-estruturas.
O governante destacou ainda as medidas adoptadas por Angola no domínio da segurança digital, com a aprovação e entrada em vigor de diplomas legais que instituem o Conselho Nacional de Cibersegurança e o Centro Nacional de Cibersegurança, além da constituição de infra-estruturas públicas digitais.
A posição de Angola aponta para a necessidade de aprofundar a cooperação regional, partilhar experiências e reforçar os mecanismos de prevenção e resposta a incidentes, num contexto em que a segurança do espaço digital constitui um desafio comum aos países da África Austral.




